Campina Grande tem 2º maior PIB entre as cidades do interior do NE com mais de 200 mil habitantes

Campina Grande tinha o 2º maior Produto Interno Bruto (PIB) entre as cidades do interior do Nordeste, com mais de 200 mil habitantes, em 2017, de acordo com dados do PIB dos Municípios. As informações foram divulgadas pelo IBGE no fim do último ano e compiladas em
homenagem ao aniversário de 156 anos da “Rainha da Borborema”, comemorado no domingo (11).

Na comparação com cidades desse porte, o valor campinense, que foi de R$ 8,648 bilhões em 2017, ficou abaixo apenas do registrado para Feira de Santana, na Bahia, de R$ 13,657 bilhões. A terceira colocada foi Caruaru, em Pernambuco, com R$ 6,877 bilhões.

Tendo em vista todo o produto interno bruto da Paraíba, o PIB de Campina Grande teve participação de 14% no total, a segunda maior entre as cidades do estado. O município tem mantido essa colocação desde o início da série história, em 2002.

Contudo, no comparativo entre valores nominais do PIB, sem descontar a inflação dos anos considerados, o município tem perdido posições no cenário nordestino, se consideradas as capitais, cidades que fazem parte das regiões metropolitanas dessas e as de menor porte. Em 2002, ocupava a 13ª colocação, ao passo que em 2017 ficou na 17ª. Uma tendência similar foi
observada no ranking nacional, em que passou do 114º para o 119º lugar, no mesmo período.

Em relação ao crescimento nominal do PIB, que não leva em consideração a inflação registrada ao longo dos anos, Campina Grande registrou variação positiva de 384,9%, de 2002 a 2017.

Embora tenha sido um pouco menor do que a alta verificada no valor estadual (389,45%), esse aumento ficou acima do constatado para a capital paraibana (375,3%), no mesmo intervalo. Ainda segundo o PIB dos Municípios, o principal setor econômico campinense era o terciário que,
com as atividades de comércio e serviços em geral, aumentou sua participação ao longo do período analisado, chegando a 46,5% do valor adicionado da economia da cidade, em 2017. O setor secundário, que envolve a indústria da transformação, ocupava a segunda posição, com
participação de 20%, embora tenha apresentado queda frente aos resultados dos anos anteriores. Por sua vez, o setor primário, que envolve atividades de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, teve a menor participação dos segmentos, de 0,2%.

Já o PIB per capita de Campina Grande, que resulta da divisão do produto interno bruto pelo total estimado de habitantes, registrou alta nominal, sem o desconto da inflação, de 331,2%, de 2002 a 2017. Enquanto isso, o indicador estadual teve aumento nominal de 324,9%, ao passo que o da
capital foi ainda menor, de 267,1%. Entretanto, como o indicador considera o tamanho da população para o cálculo, essas diferenças nos percentuais podem ser explicadas, em parte, pela menor taxa de crescimento populacional campinense (13,2%), se comparada à estadual (15,2%) e à de João Pessoa (31,1%).

Maior que a de João Pessoa até 1960, população campinense cresceu 111% em 50 anos. A população de Campina Grande cresceu cerca de 111,2% nos últimos 50 anos, passando de 195 mil, em 1970, para 412 mil, em 2020. Até o ano de 1960, porém, o total de habitantes campinenses era maior do que o observado na capital paraibana, segundo dados dos Censos Demográficos e da Estimativa da População 2020, analisados pelo IBGE. Nesse mesmo período, a população pessoense cresceu mais de 250%.

Em 1960, conforme o Censo Demográfico do ano, havia aproximadamente 50 mil pessoas a mais em Campina Grande, em relação a João Pessoa. No entanto, em 1970 houve uma inversão: o total de habitantes campinenses caiu para 195 mil, enquanto o da capital paraibana aumentou para 228 mil. Desde então, o contingente pessoense tem sido maior.

Número de postos de trabalho formal em Campina Grande cresce 33,5% em dez anos

A quantidade de postos de trabalho formal em Campina Grande cresceu 33,5%, de 2009 a 2018, segundo dados do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), divulgados este ano pelo IBGE e compilados em homenagem ao aniversário da cidade, celebrado no domingo (11). Nesse mesmo período, o total de empresas e outras organizações formais cresceu 9,8%, com acréscimo de mais de 700 instituições.

O cadastro indica que, em 2009, o município contava com cerca de 72 mil pessoas ocupadas no mercado formal de trabalho, incluindo assalariados, sócios e proprietários. Em 2018, porém, esse número foi de 96,2 mil, o maior já registrado para a série histórica na cidade.

Desses postos, aproximadamente 81,2% estavam associados ao setor terciário. Já o secundário registrou, em 2018, participação de 18,3%, na geração de postos formais de trabalho, demonstrando queda em relação aos outros indicadores da série histórica. O setor primário, por sua vez, manteve participação de 0,2%, em todo o período considerado.

Reestruturação no perfil econômico

A maioria das 8,1 mil empresas e outras organizações formais existentes em Campina Grande em 2018, cerca de 6 mil (84,3%), fazia parte do setor terciário, que inclui atividades de comércio e serviços, conforme o CEMPRE. Embora seja alta, essa participação teve queda frente à observada em 2006 (86,2%). Nesse segmento, as atividades de comércio têm registrado redução
ao longo dos anos, ao passo que as de serviço têm ganhado destaque.

O ramo de comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas se manteve como o de maior peso, mas sua participação no total de empresas, que era de 50,8% em 2006, passou para 39,7% em 2018. Na contramão desse movimento, a seção de atividades administrativas e serviços complementares apresentou alta na proporção de unidades produtivas em relação ao total, de 5,5% para 8,7%.

Ainda no que se refere ao total de empresas e outras organizações formais, a mesma tendência de expansão foi observada em outros segmentos de serviços, como o de atividades profissionais, científicas e técnicas, que passou de 2% para 5,4%, no mesmo período; educação, de 3,8% para 5,8%, saúde humana e serviços sociais, de 3,5% para 5,2%; e atividades imobiliárias, de 0,4% para 1,4%.

Também houve crescimento na participação do setor secundário, que passou de 13,7%, em 2006, para 15,5%, em 2018. Nesse segmento da economia campinense, o ramo das indústrias da transformação se manteve como o mais importante, apesar das quedas constatadas nos últimos anos. Por outro lado, a indústria da construção teve aumento na participação no total de empresas da economia formal campinense, que passou de 2,3% para 5,8%, nesse período. Já o setor primário manteve participação de 0,2% nesse total, em todo o período considerado.

IBGE

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Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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