A 37 dias do novo mandato, João Azevêdo muda postura e comando na política e na estruturação da nova equipe

Faltando 37 dias para início do novo mandato do governador João Azevêdo na Paraíba, pela primeira vez ele adota postura exclusiva de encaminhar articulações e definições políticas pessoalmente com possibilidade real de alterar fortemente a nova equipe, a partir das descobertas pessoais que adquiriu com o resultado do segundo turno onde ficaram evidentes falhas no comando da campanha e/ou processo. Detalhe: ele precisou ampliar as Bases para ganhar.
Ter sido eleito a partir dos pequenos municípios em detrimento de derrotas em João Pessoa, onde ele investiu mais de R$ 1,8 bilhão e a cidade desconhecia, bem como em Campina Grande com investimentos nunca vistos a partir do governo estadual, levaram o governador a usar do pragmatismo matemático como engenheiro e mudar toda a filosofia de montagem da nova estratégia e equipe.
A dados desta sexta-feira, por exemplo, o governador conduz pessoalmente sem participação de assessores dos entendimentos para resolver de vez a composição das eleições na Assembleia Legislativa, repito, sem pitaco e/ou influência de auxiliares.
Também na montagem da futura equipe não há um único assessor capaz de informar sobre a futura composição porque também João Azevedo resolveu puxar todas as articulações sob seu comando pessoal.
Em síntese, estamos diante de um novo cenário no qual o governador decidiu conduzir todo processo sem terceirização. Eis um novo estilo e perfil em construção real. Agora é ver o efeito de tudo isso.
REPUBLICANOS DÁ AS CARTAS
Os novos movimentos de bastidores do partido Republicanos recebendo aval do PSB, leia-se do governador, apoiando a tese de 2 eleições na Assembleia Legislativa com indicação da legenda traduzem uma construção de futuro fruto das eleições.
A dados deste momento, no Republicanos os deputados Branco Mendes e Wilson Filho disputam a chance do primeiro biênio enquanto no segundo há consenso em torno da eleição de Adriano Galdino.
O deputado estadual Tião Gomes, por exemplo, tomou a decisão de desistir da postulação passando a apoiar Branco Mendes. Já Wilson Filho reverbera a tese de que como Líder do Governo granjeou apoios.
Eis a síntese ainda levando em conta as articulações do deputado Eduardo Carneiro também postulando o cargo.
Wscom
