Anvisa relata novas ameaças e pede à PGR proteção da Polícia Federal para diretores

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou uma nota neste domingo (19) informando que solicitou á Procuradoria-Geral da República (PGR) proteção policial para seus diretores técnicos, que tem sofrido ameaças de negacionistas apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) contrários à vacinação contra a Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos.

A Anvisa informa que, em face das ameaças de violência recebidas e intensificadas de forma crescente nas últimas 24 horas, foram expedidos neste domingo (19/12) ofícios reiterando os pedidos de proteção policial aos membros da Agência. Tais solicitações já haviam sido feitas no último mês de novembro quando a Agência recebeu as primeiras ameaças. O crescimento das ameaças faz com que novas investigações sejam necessárias para identificar os autores e apurar responsabilidades”, diz a nota.

A agência anunciou que comunicou as ameaças ao ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, ao ministro da Justiça, Anderson Torres, ao Procurador-Geral da República, Augusto Aras, ao diretor-Geral da Polícia Federal e ao superintendente Regional da Polícia Federal no Distrito Federal.

“Mesmo diante de eventual e futuro acolhimento dos pleitos, a Agência manifesta grande preocupação em relação à segurança do seu corpo funcional, tendo em vista o grande número de servidores da Anvisa espalhados por todo o Brasil. Não é possível afastar neste momento que tais servidores sejam alvo de ações covardes e criminosas”, afirma a Anvisa.

No ofício, a agência deixa clara a vinculação dessas ameaças com a tentativa de intimidação do presidente Jair Bolsonaro, realizada na quinta-feira (18). Servidores da Anvisa reagiramm à intimidação com fotos nas redes em favor da vacinação infantil.

Conforme a Fórum revelou no sábado (19), grupo bolsonarista comandado por ex-promotor de Justiça realizou postagens com ameaças aos diretores da agência e pedidos de prisão. Em postagem mentirosa, o grupo Ações Libertadores disse que a Anvisa quer “envenenar” as crianças e pregou mobilização contra a vacinação. Publicações do grupo, que chegou a defender o uso de armas contra a vacinação, remetem às manifestações golpistas pró-Bolsonaro do 7 de setembro.

Agência Brasil

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Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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