Associação e Sindicato da Policia Civil repudiam fala de Wallber Virgolino: “demonstração do seu caráter e da sua falta de gratidão”

Representantes da Associação dos Policiais Civis de Carreira do Estado da Paraíba (Aspol-PB) e do Sindicato dos Investigadores da Policia Civil repudiaram, nesta quinta-feira (13), a fala do deputado estadual, o delegado Wallber Virgolino. O parlamentar chamou os policiais civis de “povo fraco, medíocre, corno e desgraça” após a categoria aceitar a proposta do governador João Azevêdo de incorporação de Bolsa Desempenho e reajuste salarial de 10%.

O presidente da Aspol-PB, Beethoven Silva, lamentou a atitude do deputado estadual. “Lamentamos profundamente. Não vamos nos rebaixar a esse tipo de debate. Só nos cabe lamentar”, disse ao programa Arapuan Verdade da Rádio Arapuan FM, como acompanhou o ClickPB.

Já a vice-presidente do Sindicato dos Investigadores, Suana Melo, rebateu wallber Virgolino e disse que ele deveria pedir desculpas a categoria. “No momento que ele ataca suas bases é uma demonstração do seu caráter e da sua falta de gratidão. O que ele está fazendo se chama ingratidão porque essa essas bases ajudaram na sua eleição”, comentou.

O deputado estadual, que defende o presidente Jair Bolsonaro, se posiciona contra o governo do estado e por conta disso não poupou ofensas em seu desabafo. A fala do parlamentar percorreu as redes sociais. No trecho, Virgolino disse que os policiais civis eram medíocres.

“Vocês são fracos de verdade, pense num povo medíocre. Tem que ganhar pouco mesmo, essas desgraças. Nem coragem de lutar tem, rapaz, eu não sei não, viu. Me envergonha essa categoria, me envergonha! Eu quero pegar um corno desses dizendo que eu não faço nada pela Polícia Civil. Pense num povo fraco, medíocre, nasceram pra ser escravos. É por isso que eu virei deputado, não aceitei a coleira, não aceitei as rédeas em mim. O povo fala em lutar, o povo fala em crescer, mas essa Polícia Civil não vai mudar nunca, não. Vai ser essa desgraça a vida todinha, porque o povo é fraco e gosta de ser tratado como moleque e como escravo”, disse.

 

 

 

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Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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