Bolsonaro perde seguidores nas redes sociais e passa a falar de vacina

Depoimentos colhidos pela CPI mostram que o governo recusou ao menos cinco propostas de compra de vacinas e atuou pelo uso da cloroquina, medicamento sem eficácia para o tratamento da Covid. Essa revelações As revelações já provocam impacto nas redes sociais de Jair Bolsonaro e de seus aliados.

Desde 16 de abril, dois dias após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar a instalação da comissão, houve 11 dias em que o Bolsonaro perdeu seguidores, segundo levantamento da consultoria Bites publicado pelo jornal O Globo.

Ainda de acordo com o levantamento, apoiadores de Bolsonaro passaram a usar a palavra vacina com mais frequência e deixaram de lado a expressão “tratamento precoce”.

“Somando os dias de queda de seguidores com outros oito em que os números não mudaram significativamente, são 19 dias em que a popularidade do presidente não cresceu em Twitter, Facebook, Instagram e YouTube. Segundo André Eler, diretor-adjunto da Bites, que monitora redes sociais, é o maior intervalo de estagnação na comunicação digital do governo desde o início do mandato”, aponta a reportagem.

“A mudança de narrativa do governo nas redes sobre a pandemia desarticulou o bolsonarismo. Ele ainda não encontrou um discurso para retomar a hegemonia no ambiente digital”, frisa Eler.

Além de Bolsonaro, a queda também foi verificada nas redes sociais de seus filhos, Flávio, Carlos, Eduardo e Renan que também vem usando mais o termo “vacina”, que, em abril, alcançou o pico de menções — 15% do total de publicações.

Por outro lado, as menções em defesa do que eles chamam de “tratamento precoce” para a Covid-19 caíram e se encontram próximas de 1% do total.

 

 

Brasil 247

Assine nosso boletim de notícias

Receba gratuitamente em seu email todas as notícias que acontecem no vale do Piancó, na Paraíba e no mundo, assine já, é grátis, digite seu melhor e-mail no compo abaixo e click no botão Assinar.

Falta pouco

Confirme sua assinatura gratuita seguindos o passo a passo abaixo:

Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *