Dólar fecha em alta e vai a R$ 5,13, à espera de decisões sobre juros

O dólar fechou em alta nesta terça-feira (14), após forte avanço na véspera e à espera de decisões sobre juros aqui e nos EUA nesta semana.

A moeda norte-americana subiu 0,37%, vendida a R$ 5,1333. Veja mais cotações.

Na segunda-feira, o dólar fechou a R$ 5,1146, em alta de 2,56%, a R$ 5,1146. Com o resultado de hoje, passou a acumular alta de 2,93% na semana e 8,03% no mês. No ano, tem desvalorização de 7,92% frente ao real.

O que está mexendo com os mercados?

As bolsas norteamericanas caem. Acumulando quedas, o índice S&P 500 entrou em território de “bear market”, expressão usada para definir os momentos de queda consistente no mercado de ações.

Na noite de segunda-feira (13), o Senado aprovou o projeto que limita as alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS, um tributo estadual) incidentes sobre combustíveis, gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo. A proposta traz preocupações para os cofres dos estados, que calculam perdas de até R$ 83 bilhões.

O mercado também aguarda as decisões sobre juros aqui e nos Estados Unidos – por lá, é esperada uma alta agressiva nas taxas, para tentar conter a escalada da inflação. Dados de inflação ao produtor divulgados mais cedo, no entanto, arrefeceram esse sentimento.

Juros mais altos nos EUA tendem a valorizar o dólar, já que elevam a atratividade da dívida norte-americana, considerada a mais segura do mundo.

Por aqui, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central também anuncia na quarta-feira a nova taxa básica de juros da economia brasileira. A expectativa é de elevação de 0,50 ponto percentual, para 13,25% após a inflação ter desacelerado em maio e o BC ter sinalizado na ata da reunião de maio um ajuste adicional de menor magnitude em relação ao ritmo de elevação de 1 ponto percentual adotado até então.

Mais cedo, o IBGE informou que o setor de serviços cresceu 0,2% em abril, e passou a operar 7,2% acima do patamar pré-pandemia.

 

Uol

Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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