Fenaj emite nota de repúdio e acusa PM do Rio de difamação contra jornalista

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro e a Federação Nacional dos Jornalistas emitiram uma nota de repúdio à ação da porta-voz da PMERJ, que, em nome da corporação, difamou um jornalista que escreveu uma reportagem publicada no jornal Extra, onde aponta o consumo de munição do 15º Batalhão da Polícia Militar (Duque de Caxias). Batalhão, este, em que estão lotados os policiais investigados pelo assassinado das meninas Emilly Victoria Silva dos Santos e Rebeca Beatriz Rodrigues dos Santos.

Veja a nota na íntegra:

RESPEITO À DEMOCRACIA E À LIBERDADE DE IMPRENSA! DIFAMAÇÃO, NÃO!

Inadmissível! É a expressão que está na boca dos jornalistas, indignados diante da difamação da Polícia Militar do Estado de Rio de Janeiro ao jornalista autor de reportagem publicada no jornal Extra sobre o consumo de munição do 15º Batalhão da Polícia Militar (Duque de Caxias). Nesse Batalhão estão lotados os policiais investigados pelo assassinato das meninas Emilly Victoria Silva dos Santos e Rebeca Beatriz Rodrigues dos Santos.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro e a Federação Nacional dos Jornalistas repudiam a ação da porta-voz da PMERJ que, em nome da corporação, difamou o jornalista. Expressamos aqui nossa solidariedade e apoio ao profissional. É inadmissível que um aparelho do Estado Brasileiro, cujo dever é garantir a segurança pública, aja como os grupos fora da lei que deve combater. No vídeo divulgado no site da PMERJ, a porta-voz da corporação ataca o repórter, chamando-o reiteradamente de mentiroso, e ainda incentiva a população a dar ampla divulgação ao fato, em clara intimidação a todos os jornalistas do Rio de Janeiro.

Difamação é crime. Tal ato é um atentado ao Estado de Direito e à liberdade de Imprensa. Diante disso, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro e a Federação Nacional dos Jornalistas exigem imediata retratação pública da Secretaria de Estado da Polícia Militar. Consideramos que a exoneração da porta-voz da PMERJ é uma represália a policial, não uma reparação às ofensas ao jornalista.

Exigimos ainda que o governador em exercício, Cláudio Castro, adote todas as medidas necessárias para que a Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro cumpra seu dever constitucional de garantir a segurança pública a todos os cidadãos fluminenses e aja com respeito ao exercício profissional dos jornalistas.

Exigimos respeito à Democracia e ao Estado de Direito.

Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro

Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ

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Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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