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Prisão de comandante da PM causa comoção entre policiais que ameaçam reduzir segurança de Brasília

Prisão de comandante da PM causa comoção entre policiais que ameaçam reduzir segurança de Brasília

Brasil
Joaquim
11 de janeiro de 2023
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A prisão do comandante da Polícia Militar do Distrito Federal, Fábio Augusto Vieira, gerou comoção entre policiais de Brasília que passaram a defender operação padrão. Na prática isso significa a redução nas ações de segurança na capital federal, como reação ao comprometimento da imagem da PM.

A CNN conversou nesta tarde com apoiadores e críticos do coronel que foi retirado do cargo, antes da prisão. Os dois grupos relatam que o clima nos quartéis é de solidariedade ao ex-comandante e incompreensão pela prisão.

Interlocutores do coronel chegam a dizer que o esquema de segurança de domingo (8) “parece que foi planejado para dar errado”, mas que o comandante não teria participado disso. Uma fonte da PM que tenta defender a corporação disse que o “erro foi de planejamento, e não de procedimento”.

A avaliação interna é de que houve erros no esquema de segurança montado pelas autoridades do governo local, no domingo, mas há questionamentos sobre o fato de somente o ex-comandante da Polícia Militar ter sido preso até agora.

Há preocupação com a escalada de violência na capital federal, nos próximos dias, o que eleva o grau de dificuldade da intervenção federal em manter o controle da segurança em Brasília. Policiais ouvidos pela CNN, nesta terça-feira (10), avaliam que a PM passou a carregar a culpa sozinha pelo ocorrido.

A corporação é subordinada à secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. Há também uma ordem de prisão contra ex-secretário Anderson Torres que ainda não foi cumprida. Ele está nos Estados Unidos.

No domingo, grupamentos da PM, a exemplo de homens do Choque e do Batalhão de Operações Especiais, que deveriam estar de sobreaviso estavam em casa. Outros relatam que estavam no quartel e não nas ruas porque, afirmam, seguiram o planejamento de segurança daquele dia.

A CNN procurou a Secretaria da Segurança Pública e o Ministério da Justiça e aguarda manifestação dos órgãos.

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