Operação Parador 27: PRF participa de operação conjunta de combate à exploração sexual de crianças e adolescentes

A Operação Parador 27 foi deflagrada em todo o Brasil e ocorreu entre os dias 02 e 18 de maio deste ano, tendo como finalidade combater o crime de exploração sexual de crianças e adolescentes em locais de vulnerabilidade por meio de ações integradas de prevenção, de inteligência, de fiscalização e de repressão.

As ações foram coordenadas nacionalmente pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e a nível estadual contou com a coordenação da Polícia Rodoviária Federal, das Secretarias de Segurança Estaduais, das Polícias Civis e Militares dos 26 Estados e do Distrito Federal. A Operação obteve resultados significativos nesta segunda edição.

Na Paraíba, a Operação Parador 27 encerrou suas atividades nessa quarta-feira (18), Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. As ações ocorreram em 28 municípios paraibanos, com a participação de 334 policiais e 87 viaturas, da Polícia Rodoviária Federal, das polícias Militar e Civil. Além disso, contou com o apoio efetivo do Ministério Público do Trabalho, dos Conselhos Tutelares e do Corpo de Bombeiros Militar do estado da Paraíba.

Os esforços empreendidos pelas equipes integradas levaram ao resgate de 19 vítimas em situação de vulnerabilidade, houve apuração de duas denúncias, encaminhamento de 12 ocorrências aos conselhos tutelares, identificação de oito locais de exploração sexual de crianças e adolescentes, fiscalização em 58 locais suspeitos, abordagem a 882 pessoas, bloqueios em 12 locais e fiscalização de 185 veículos. A operação resultou ainda na condução de 10 pessoas e prisão de outras seis. Também foram apreendidos, nos locais fiscalizados, uma arma de fogo, três munições, 30g de cocaína e 100g de maconha.

Importante destacar que os impactos causados pela violência sexual em crianças e adolescentes são desastrosos, deixando marcas profundas e dolorosas por toda a vida, além da possível exposição a doenças sexualmente transmissíveis e às drogas.

A exploração sexual de crianças e adolescentes, além de ser uma grave violação a dignidade do ser humano, também é um crime hediondo com punição rigorosa, insuscetível de anistia, graça e/ou indulto. Sendo o cumprimento da pena iniciado, obrigatoriamente, em regime fechado. Além disso, um dos efeitos obrigatórios da condenação pela prática desse crime para os donos dos estabelecimentos onde o mesmo é cometido é a cassação de sua licença de localização e de funcionamento.

Afora o caráter de repressão aos crimes sexuais praticados contra crianças e adolescentes, a Operação Parador 27 também possui caráter educativo, chamando a atenção de toda a sociedade civil para a gravidade da problemática criminosa em questão.

A PRF orienta, conforme o Estatuto da Criança e Adolescente, que a população precisa estar vigilante e atenta denunciando esse tipo de crime, pois é dever de todos velar pela dignidade das crianças e dos adolescentes.

As denúncias devem ser encaminhadas aos Conselhos Tutelares e também podem ser feitas através do disque 100 ou pelo 191, número de urgência e emergência da PRF, as ligações são anônimas e gratuitas.

 

 

Assessoria PRF

Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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