Pai de empresário desabafa: ‘Meu filho foi executado sumariamente e sem chance de defesa’

Em um desabafo emocionante, o policial Geraldo Magela, pai do empresário assassinado a tiros na noite na última terça-feira em Santa Luzia, afirmou que o seu filho foi executado sumariamente com sete disparos e sem nenhuma chance de defesa. “Foi uma covardia, uma imprudência, uma imperícia o que fizeram com o meu filho  e  o Estado tem que dar explicações sobre esse caso”, disse o policial durante entrevista ao Programa Arapuan Verdade do Sistema Arapuan de Comunicação.

Geraldo Magela disse que não acredita que a arma apreendida e apresentada na Delegacia Santa Luzia seja do seu filho.  “A arma não tinha marcas de sangue, ao contrário do celular dele que estava  todo manchado de sangue e pela minha experiência de 30 anos como policial essa história está mal contada e nós da família e a sociedade estamos cobrando uma satisfação, uma explicação das autoridades de segurança tanto da Paraíba, quanto de Sergipe”, disse.

O policial disse ainda que o seu filho nunca se envolveu em qualquer tipo de discussão e nunca cometeu nenhum crime e era  muito querido por todo mundo.  “ Ele era muito inteligente  e vivia da compra e   venda de  carros usados e  trabalhava com assistente em um escritório de advocacia e nos  dias de folga gostava de passar ao lado dos seus familiares. Ele estava vindo aqui para Cajazeiras para ajudar a cuidar de mim, mas infelizmente foi assassinado de forma brutal”, lamentou.

Para Geraldo Magela, se os policiais tivessem pedido para seu filho descer do carro  ele teria obedecido. “Agora você atirar numa pessoa só porque viu um objeto semelhante a uma arma. Isso é inaceitável, pois existem outros meios de se resolver as coisas sem uso da violência e sem sair matando todo mundo como  se mata animais”, finalizou.

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Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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