Paraíba é 2º estado no Nordeste com mais genomas da covid-19 sequenciados

A Paraíba é o segundo estado do Nordeste com mais genomas do SarsCoV2 sequenciados (76 genomas), ficando atrás apenas de Pernambuco, com 111 amostras sequenciadas. O estudo do sequenciamento do genoma da covid-19, que vem sendo realizado desde o início da pandemia na Paraíba, é uma parceria entre o Laboratório Central do Estado (Lacen-PB), a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), por meio da Escola Técnica de Saúde da UFPB (ETS), e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Esse trabalho é realizado em todos os estados brasileiros e possibilita identificar as variantes do vírus circulante no território. A Paraíba é um dos três únicos estados que mapearam o sequenciamento genômico da covid-19 durante todo o ano de 2020. A Paraíba, por meio do Lacen-PB, o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro enviaram continuamente, no decorrer do ano passado, amostras sequenciadas para o laboratório da Fiocruz.

O professor e pesquisador João Felipe Bezerra, da Escola Técnica de Saúde da UFPB (ETS), explica que, por meio do sequenciamento, é possível identificar quais as linhagens do vírus que estão circulando, se essas linhagens têm mutações e se essas mutações podem ser importantes para afetar os testes diagnósticos, bem como possibilita identificar aumento na letalidade ou no contágio. “Podemos saber se é uma cepa mais virulenta, mais contagiosa, essa vigilância é extremamente importante”, pontua o Prof. João Felipe.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) montou um panorama de todos os genomas do SarsCoV2, que é a análise do RNA completo do vírus, mostrando a situação de cada estado e de cada região. Dentre os estados da região Nordeste, verificou-se que a Paraíba tem 76 genomas, ou seja, 76 amostras de SarsCoV2 que tiveram todo o seu genoma sequenciado. O estado de Pernambuco tem 111 amostras.

O estudo identificou que a variante que predomina na Paraíba é a mesma do início da pandemia (linhagem B1.1.33). No entanto, foi identificada uma nova linhagem proveniente de outra região, a variante observada no primeiro caso de reinfecção documentado no país (linhagem B1.1.28), de uma mulher paraibana, de 37 anos, médica, residente em Natal (RN).

Conforme o pesquisador João Felipe, quanto maior a taxa de transmissão do vírus SarsCoV2, maior a possibilidade de haver variações.

Na Paraíba, essa identificação é feita por meio doLaboratório de Vigilância Molecular Aplicada da ETS), que colabora com a Fiocruz e com o Lacen-PBpara analisar os testes de swab (cotonete) feitos em casos suspeitos da covid-19. As informações obtidas permitem planejar e definir estratégias de acordo com o comportamento do vírus na Paraíba, sabendo, por exemplo, se a variante ocasiona mais casos graves ou maior contágio.

Esse tipo de vigilância genômica pode e deve ser expandida para outras doenças virais ou bacterianas para possibilitar a identificação de padrões diferenciados e ações de controle o mais cedo possível, aponta o pesquisador João Felipe.

 

Assessoria

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Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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