Polícia elucida sete dos nove ataques a instituições financeiras em Campina Grande e prende 14 pessoas

Os números apresentados pelo superintendente de Polícia Civil na região polarizada por Campina Grande, delegado Glauber Fontes, e pelo delegado titular da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) na cidade, Demétrius Patrício, não deixam dúvidas: a Polícia Civil da Paraíba vem dando respostas rápidas e eficazes à recente onda de ataques a instituições financeiras na região.

Nos últimos 60 dias, a polícia registrou nove roubos/explosões a agências bancárias e cooperativas de crédito em Campina ou no seu entorno, mas sete desses crimes já estão praticamente elucidados, com a prisão de pelo menos 14 pessoas investigadas. Outros membros dos grupos já tiveram a prisão decretada, além de mais uma parcela de criminosos já identificados.

As prisões mais recentes aconteceram nessa segunda-feira (6). Dois suspeitos de participação nos ataques foram capturados, um deles portando a arma de fogo que foi roubada de um vigilante durante o ataque a uma cooperativa de crédito, no bairro da Prata. “Esse mesmo indivíduo é investigado também pelo roubo a uma cooperativa na Empasa”, disse o superintendente.

Facilidade

Glauber Fontes lembrou que essas unidades financeiras têm deixado a desejar na organização de sua própria segurança e adota pouca ou nenhuma medida que dificulte, verdadeiramente, a ação dos criminosos.

“A polícia vem fazendo a sua parte. Agora, é preciso que essas agências também colaborem, porque a facilidade com que bandidos entram nelas é gigantesca”, declarou Fontes.

‘Banalizou’

A afirmação é ratificada por Demétrius Patrício. De acordo com o titular da DRF, as investigações apontam que boa parte desses ataques tem sido praticada por grupos com pouca experiência no mundo do crime.

“Muitos deles estão se aventurando ainda nessa modalidade criminosa, porque estão vendo que é fácil entrar nesses locais. Além disso, alguns desses ataques não deram retorno financeiro ao grupo, o que mostra a imaturidade desses assaltantes. Mas os danos materiais causados e a disseminação dos episódios nas mídias impactam na sociedade, porque geram repercussão”, disse Demétrius.

A Polícia Civil continua investigando as ramificações dos grupos já presos, coletando as provas necessárias para solicitar novos mandados de prisão e, consequentemente, tirar mais assaltantes de circulação.

Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.