Secretário diz que estoques de ‘kit intubação’ na Paraíba estão em níveis críticos e podem acabar em 20 à 30 dias

O secretário executivo de Gestão da Rede de Unidades de Saúde do Estado, Daniel Beltrammi, durante entrevista ao programa Rede Verdade, do Sistema Arapuan de Comunicação, nesta sexta-feira (19), revelou que os estoques na Paraíba de insumos para intubação estão em níveis críticos e podem acabar nos próximos 20 dias a 30 dias. O chamado “kit intubação” tem, entre outros itens, remédios para anestesia, sedação e relaxamento muscular.

O governador da Paraíba, João Azevêdo, e mais 12 chefes de Executivo estadual, encaminharam uma carta ao presidente Jair Bolsonaro apontando a necessidade de reposição desses estoques, além de cobrar uma resposta do Ministério da Saúde para enfrentamento da crise. Segundo Daniel Beltrammi, alguns fornecedores na Paraíba estão com dificuldade de realizar as entregas.

“A Paraíba nesse momento tem um estoque, entre todo um conjunto de insumos, que varia entre 20 a 30 dias. Nós já temos feitos esforços para fazer essa recomposição, contudo, os fornecedores já têm apresentado extrema dificuldade em cumprir o que está minimamente contratado. É esse cenário que faz com o que o governador João Azevêdo notifique o presidente da República para que ele tenha uma estratégia de caráter nacional”, pontuou.

Possível cenário de guerra

Questionado se essa falta de insumos para o “kit entubação” pode trazer um alerta semelhante ao cenário de guerra que enfrentou o Amazonas, com elevado número de mortes, falta de oxigênio e transferência de pacientes para outros Estados, o secretário executivo rechaçou momentaneamente a possibilidade e afirmou que o Governo do Estado tem trabalhado diuturnamente para que os paraibanos não passem pela mesma situação.

“Estamos trabalhando 24h por dia para evitar cenários drásticos e catastróficos como aquele de Manaus. Trabalhamos com o planejamento, ampliação de leitos, mas todo mundo sabe; há um limite para fazer isso, muito mais da ordem de seres humanos disponíveis [profissionais de saúde] para cuidar de outros seres humanos do que de camas, monitores e ventiladores”, afirmou ele e completou afirmando que a população também precisa fazer sua parte.

“Abrir um leito de hospital não é igual a desembrulhar um bombom, é um pouco mais complexo do que isso e as pessoas precisam compreender. Eu posso não precisar de um leito de hospital e é isso que é decisivo. Está faltando uma decisão nacional de compreender de que se uso máscara e não aglomero, eu não fico doente. É essa a nossa estrada pavimentada para sair dessa situação junto com as vacinas”, concluiu.

Reveja a entrevista na íntegra:

Edney Oliveira

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Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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