Sobrinho de ex-prefeito nega ter planejado morte do tio

O julgamento dos réus José Ricardo Alves e Leon Nascimento dos Santos, acusados do homicídio do ex-prefeito de Bayeux e ex-deputado estadual, Expedito Pereira de Souza, acontece nesta quinta-feira (7), sob a presidência do juiz Marcos William de Oliveira, titular do 1º Tribunal do Júri da Comarca de João Pessoa. A expectativa é que a sentença seja proferira nesta sexta (8).

O que diz Ricardo

Ricardo Alves, acusado de ser o mandante, negou que tenha arquitetado o crime. “É falsa [a acusação]. Estão me acusando para ocultar o verdadeiro mandante”, disse. Ricardo, no entanto, não soube informar quem seria o mandante do homicídio.

“Estou sendo vítima de inveja e ciúmes. Mandaram fazer isso com meu tio e estou aqui porque sou um alvo fácil”, disse.

“Não tinha nenhuma relação com Leon. Na campanha se apresentou e pediu para me ajudar na campanha. Eu disse que não tinha como ajudá-lo financeiramente. Eu disse que se ganhasse a eleição, ele teria espaço comigo”, afirmou em outro trecho.

O que diz Leon

O primeiro acusado a ser ouvido nesta fase foi Leon Nascimento dos Santos. Ele iniciou dizendo que “foi covarde” e “tirou a vida de uma pessoa íntegra”. Segundo o Ministério Público da Paraíba (MPPB), Leon matou Expedito a mando de José Ricardo Alves, sobrinho do ex-prefeito. Gean da Silva Nascimento também teve a prisão decretada, mas segue foragido.

Leon disse que se arrependeu e chegou a pensar em desistir de cometer o crime. “Fui covarde, me levei pela influência dos amigos”, frisou.

Ainda de acordo com Leon, Ricardo Alves o ameaçou de morte caso não tirasse a vida de Expedito, que pressionava o sobrinho por pagamentos.

Viúva do ex-prefeito de Bayeux fala no júri

Cristina Mota, viúva do ex-prefeito de Bayeux, o médico Expedito Pereira, disse no júri popular dos dois acusados que um deles, o sobrinho da vítima, Ricardo Alves, era como um filho.

Ao comentar sobre a relação de Expedito Pereira com José Ricardo Alves, Cristina Mota disse que o acusado era tratado pela vítima como um filho. “Um sobrinho não, um filho muito querido, de dentro da nossa casa. (…) Tinha toda e qualquer liberdade”.

Conforme a denúncia do Ministério Público da Paraíba, José Ricardo Alves, sobrinho da vítima, foi acusado de ter arquitetado o crime. Já Leon Nascimento dos Santos é acusado de ter sido o executor.

Ainda em depoimento, Cristina Mota afirmou que conhecia Leon e que, inclusive, Expedito Pereira teria ajudado a pagar o translado do corpo da mãe dele, de Fortaleza para Bayeux.

 

 

Portal Paraíba

Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.