TCU deve apurar se Bolsonaro usou Abin e GSI para ajudar Flávio

O subprocurador geral Lucas Rocha Furtado, do Tribunal de Contas da União (TCU) encaminhou representação a Corte Superior de Contas para que seja apurado se o presidente Jair Bolsonaro usou órgãos nacionais de segurança e inteligência com o objetivo de atender interesses pessoais e “causar embaraço e dificultar” investigação da receita Federal que implica seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Na representação, enviada nesta quinta-feira (29), Lucas Furtado, quer saber se Bolsonaro chegou a usar a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para atender interesses familiares.

Segundo Furtado, há “possibilidade de o Presidente da República ter incorrido em flagrante desvio de finalidade pública, utilizando-se indevidamente de seu cargo para interferir politicamente na Abin e no GSI, situação a demandar notoriamente a atuação do TCU, no intuito de apurar eventual prejuízo ao erário”.

O documento tem como base um editorial do Estadão que trata de uma reunião, no dia 25 de agosto, da qual o presidente participou com advogados do filho, o senador Flávio Bolsonaro para debater supostas “irregularidades das informações constantes de Relatórios de Investigação Fiscal” produzidos por órgãos federais sobre o parlamentar. Também foram ao encontro o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, e o diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem.

Na avaliação de Furtado, é “difícil crer”, que as autoridades que participaram da reunião em questão possam estar encarregadas de receber as denúncias alegadas pela defesa de Flávio.

 

 

Terra

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Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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