Terceira onda: Consórcio Nordeste vê Covid-19 se espalhando pelo interior e tendência de crescimento

O Comitê Científico do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste (Consórcio Nordeste) afirma no seu último boletim, de 31 de maio, que a Covid-19 se espalhou pelo interior de todos os estados da região, mas que, no momento, não é possível confirmar nem descartar a chegada de uma terceira onda.

“Tudo vai depender do comportamento da sociedade, mas os governos e as prefeituras não devem afrouxar as restrições e devem manter as campanhas públicas de distanciamento social e higienização”, diz o boletim.

O documento também expõe a preocupação do comitê com o ritmo da vacinação e mostra que, em 22 de maio, em 7 dos 9 estados da região, o cenário era de tendência de crescimento da pandemia. Apenas Alagoas apontava para queda nos casos, e Ceará permanecia estável.

Reforço da vacina

Dos nove estados nordestinos, sete apresentam tendência de crescimento nos casos e mortes por covid-19. Fogem desse padrão o Ceará, com estabilidade mas ainda na zona de risco; e Alagoas, com tendência de queda. Já o fator “risco pandêmico”, que leva em conta diferentes fatores, como ausência de medidas de isolamento e o panorama do sistema hospitalar, é considerado alto em oito estados. Apenas o Rio Grande do Norte mostra declínio, de acordo com o comunicado.

Os cientistas apontam para os malefícios de um “ciclo vicioso” na pandemia, observado em todo o país. Ao menor sinal de estabilidade ou breve recuo no número de internações, por exemplo, medidas de isolamento são prontamente suspensas. “Infelizmente, o que se tem observado é que os governos estaduais quando observam que existe tendência de atenuação dos vários níveis pandêmicos: número de casos, risco epidêmico, óbitos, decréscimo do número de ocupação dos leitos hospitalares, entre outros, os Estados iniciam aberturas com menos restrições.”

Diante deste cenário, o Consórcio Nordeste aponta que “especialistas anunciam que haverá uma terceira onda no País em face do relaxamento no isolamento social e na enorme lentidão na vacinação da população.” Com apenas 10,34% da população brasileira totalmente vacinada, a expectativa é de piora nos indicadores. A lentidão na vacinação contribui com a ampliação da tragédia.

“No ritmo atual serão necessários mais de dois anos para atingir o percentual da população vacinada necessário para criar a imunidade coletiva. Por esta razão, é importante redobrar os esforços para a aquisição de mais vacinas, como a Sputnik V, e também intensificar contatos com outros fabricantes”, completa o Consórcio.

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Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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