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Cientistas criam laranjeira com cheiro de goiaba para repelir insetos

Cientistas criam laranjeira com cheiro de goiaba para repelir insetos

Pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ-USP), em parceria com o Fundecitrus, alcançaram um avanço significativo no combate ao greening com uma atualização científica revelada em junho de 2025. O estudo desenvolveu uma linha de pesquisa que modifica geneticamente laranjeiras para emitirem compostos voláteis encontrados na goiabeira, funcionando como um repelente natural e potente contra o psilídeo Diaphorina citri, o inseto vetor da pior doença da citricultura mundial, o Greening.

A inspiração na natureza

A base científica para essa inovação tecnológica surgiu de uma observação de campo realizada no Vietnã. Produtores e cientistas notaram que pomares de citros intercalados com pés de goiaba apresentavam uma incidência drasticamente menor de greening.

A investigação comprovou que o psilídeo é repelido pelos voláteis — ou seja, os aromas — emitidos pelas folhas da goiabaA partir dessa constatação, a ciência brasileira buscou replicar esse mecanismo de defesa dentro da própria planta de laranja.

O objetivo é criar uma “barreira olfativa” constante no pomar. Ao confundir o olfato do inseto, a tecnologia impede que ele pouse na planta e transmita a bactéria causadora da doença, protegendo a produtividade sem depender exclusivamente do controle químico.

A descoberta do composto

A fase inicial da pesquisa concentrou-se no composto beta-cariofileno, um terpeno abundante na goiabeira. A proposta envolvia a introdução de um gene específico no genoma da laranjeira para que ela passasse a produzir esse “cheiro” repelente. No entanto, novos dados divulgados pela Agência Fapesp em 2025 trouxeram um refinamento crucial para a eficácia do método. Os cientistas identificaram que outro sesquiterpeno, o alpha-copaeno, possui um poder de repelência muito superior.

Segundo as evidências recentes, o alpha-copaeno mostrou-se até 100 vezes mais eficaz na inibição da atração do inseto do que o composto estudado anteriormente. Essa descoberta reposiciona a estratégia de desenvolvimento das plantas geneticamente modificadas, focando na molécula que oferece a máxima proteção ao laranjal.


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Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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