A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4), a Operação Stone, com ações concentradas na Região de Campina Grande, no Agreste do Estado. A ação investiga a movimentação de dinheiro ligada a tráfico de drogas, tráfico de armas e crimes patrimoniais na Paraíba e no Rio Grande do Norte.
A operação conta com apoio da Polícia Civil do Rio Grande do Norte e cumpre mais de 20 mandados judiciais, entre prisões e buscas e apreensões, em várias cidades dos dois estados.
Segundo o delegado Victor Melo, da Delegacia de Crimes de Repressão Contra o Crime Organizado (Draco) as investigações começaram em 2023 após a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) repassar provas sobre um detento do presídio PB1, que comandaria atividades criminosas de dentro da unidade.
A partir desse material, a polícia realizou investigações, principalmente financeiras, e identificou fornecedores e responsáveis pela movimentação do dinheiro do grupo.
De acordo com o delegado, em aproximadamente um ano, o grupo teria movimentado cerca de R$ 45 milhões com tráfico de drogas.
Os mandados de prisão, busca e prisão foram cumpridos em:
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Campina Grande
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João Pessoa
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Esperança
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Pedra Lavrada
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Queimadas
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Praia de Pipa, no Rio Grande do Norte
Entre os alvos estão pessoas apontadas como “laranjas”, além de um advogado, um policial militar e pessoas ligadas ao esquema investigado.
Durante cumprimento de mandado no bairro de Ramadinha em Campina Grande, um homem foi preso em flagrante. Segundo a polícia, ele é mototaxista e apontado como um dos principais responsáveis por movimentar dinheiro do tráfico.
Conforme a investigação, ele teria movimentado R$ 1,8 milhão em cerca de cinco meses, valor considerado incompatível com sua renda.
Ainda segundo o delegado, durante a ação, o suspeito tentou atrapalhar o trabalho policial e quebrou o próprio celular, numa tentativa de impedir a coleta de provas.
O homem foi levado para exame de corpo de delito e deve prestar depoimento.
A operação também resultou na apreensão de seis armas de fogo, reforçando a suspeita de atuação do grupo também no tráfico de armas.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento financeiro do grupo criminoso.


