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Irã usa drones para atacar navios e estoques de petróleo; veja vídeo

Irã usa drones para atacar navios e estoques de petróleo; veja vídeo

O Irã intensificou nesta quarta-feira (11) as ameaças militares no Estreito de Ormuz, a principal rota marítima de energia do mundo, após ataques a três navios cargueiros e a um depósito de combustíveis em Omã. Em resposta à escalada de hostilidades e ao uso de drones e minas navais por Teerã, as forças dos Estados Unidos realizaram bombardeios contra embarcações iranianas na região, elevando o temor de uma crise energética global com o barril do petróleo podendo atingir a marca de US$ 200.

A importância estratégica de Ormuz

Com apenas 33 quilômetros de extensão em seu ponto mais estreito, o Estreito de Ormuz é a artéria mais vital do mercado de energia mundial. Por lá transitam, diariamente, cerca de 17 milhões de barris de petróleo, o que representa 20% do consumo global.

O controle geográfico da rota pertence ao Irã, o que confere ao regime de Teerã um poder de pressão imediato sobre potências como China, Índia e Japão, cujas economias dependem diretamente do óleo árabe. Nas últimas 24 horas, o sinal de alerta disparou após três cargueiros serem atingidos e um porta-voz iraniano afirmar que não deixará passar “nenhum litro” que beneficie os EUA ou seus aliados.

Drones e minas navais: a tática de Teerã

Outro elemento central desta guerra são os drones baratos produzidos pelo Irã, que custam cerca de 20 mil dólares a unidade. Esses equipamentos voam lentamente, guiados por GPS, e carregam uma carga explosiva que detona ao atingir o alvo, sendo eficazes contra navios e infraestruturas.

Além dos drones, serviços de inteligência afirmam que Teerã posicionou minas navais subaquáticas no estreito. Em resposta, o governo dos Estados Unidos divulgou vídeos de pequenas embarcações iranianas — usadas para espalhar essas minas — sendo bombardeadas por forças americanas durante a noite.

Instabilidade política no regime iraniano

A crise militar coincide com um momento de incerteza política em Teerã. O novo Líder Supremo do Irã, Mojtabá Khamenei, não fez nenhuma aparição ou pronunciamento público desde que assumiu o cargo.

Acredita-se que o líder possa ter se ferido em bombardeios ainda no primeiro dia da guerra. Enquanto o funeral do ex-líder Ali Khamenei não ocorre, milhares de apoiadores voltaram às ruas da capital para o velório de chefes militares mortos em ataques recentes.

O custo humano do conflito

Para além dos impactos econômicos, o conflito produz tragédias humanitárias severas. Uma imagem que circula globalmente simboliza o drama civil: o menino Mikaeil Mirdoragh, de 9 anos, foi fotografado acenando para a mãe ao sair para a escola.

Horas depois da foto ser tirada, um bombardeio atingiu a instituição de ensino onde ele estudava. O ataque resultou na morte de 174 pessoas, sendo mais de 160 crianças. Embora os Estados Unidos e Israel sejam apontados como responsáveis pela ofensiva aérea, ambos os países ainda não assumiram a autoria do bombardeio.

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Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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