Embora seja reconhecido historicamente por sua tradição diplomática e busca por soluções pacíficas, o Brasil consolidou-se como uma das maiores potências militares do mundo. O levantamento mais recente do ranking mundial de poderio bélico coloca o país na 11ª posição, à frente de nações que participam frequentemente de combates reais, como Israel, Irã e Alemanha.
O destaque brasileiro não se deve a uma postura ofensiva, mas sim à sua robusta capacidade de dissuasão e reação. Os critérios que sustentam essa posição incluem o expressivo número de militares em atividade, um orçamento anual que ultrapassa os 26 bilhões de dólares (cerca de R$ 130 bilhões) e uma infraestrutura logística invejável para um país de dimensões continentais.
Investimento em tecnologia e defesa aérea
Um dos pilares da modernização das Forças Armadas brasileiras é a renovação da frota de combate. A Força Aérea Brasileira (FAB) investiu 4 bilhões de dólares na aquisição de 36 caças suecos Gripen. Atualmente, oito dessas aeronaves já operam na defesa da capital federal, a partir da base de Anápolis (GO).
A parceria com a sueca Saab prevê que unidades do caça sejam montadas em território nacional pela Embraer, fortalecendo a indústria de defesa local. “Se a gente não se preparar na questão de defesa, qualquer dia alguém invade a gente”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, defendendo a necessidade de prontidão mesmo em tempos de paz.
O desafio do Submarino Nuclear
Apesar da 11ª colocação, especialistas apontam que o Brasil ainda investe proporcionalmente pouco em comparação a outras potências. Atualmente, o gasto militar gira em torno de 1,1% do PIB, enquanto nações de porte semelhante investem fatias maiores de suas economias.
Um dos projetos mais ambiciosos e aguardados é o PROSUB, o programa de desenvolvimento de submarinos que tem como objetivo final a construção do primeiro submarino brasileiro à propulsão nuclear. Segundo o professor de geopolítica Ronaldo Carmona, a conclusão deste projeto mudará o patamar da estratégia nacional. “O submarino nuclear vai mudar a qualidade da nossa capacidade de nos defendermos”, explica o especialista, destacando que, por enquanto, o país opera com modelos convencionais, como os da classe Riachuelo.
Fatores que garantem o poderio brasileiro:
- Mobilização Industrial: Capacidade de converter indústrias civis para fins militares em caso de conflito;
- Dimensão Continental: Território vasto que exige e sustenta uma logística complexa;
- Efetivo Militar: Um dos maiores contingentes prontos para atuação na América Latina;
- Economia Diversificada: Setores industriais capazes de atender demandas de suprimentos e manutenção de forma autônoma.
O ranking global é liderado por Estados Unidos, Rússia e China. Logo após o Brasil, aparecem países como Itália e Turquia, reforçando que a estrutura militar brasileira é, hoje, uma das mais consideráveis e respeitadas do planeta.
Veja a lista com o top 20:
- Estados Unidos
- Rússia
- China
- Índia
- Coreia do Sul
- Reino Unido
- França
- Japão
- Turquia
- Itália
- Brasil
- Paquistão
- Indonésia
- Alemanha
- Israel
- Irã
- Austrália
- Espanha
- Egito
- Ucrânia


