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Papa Leão XIV diz que ‘Deus não ouve a oração de quem faz guerra’

Papa Leão XIV diz que ‘Deus não ouve a oração de quem faz guerra’

papa Leão XIV disse nesse domingo (29) que “Deus não ouve a oração de quem faz guerra”, durante homilia do Domingo de Ramos, em meio à continuidade dos conflitos no Oriente Médio. A declaração reforça a posição do pontífice contra a guerra e a favor da paz e do diálogo entre as nações.

Durante a celebração, Leão XIV destacou que Deus rejeita a guerra e voltou a defender soluções pacíficas. Em seguida, após a oração do Angelus, ele prestou solidariedade aos cristãos do Oriente Médio, que enfrentam dificuldades para celebrar os ritos religiosos devido à violência na região.

Além disso, no início da semana, o pontífice já havia pedido um cessar-fogo no conflito, ressaltando que mais de um milhão de pessoas foram forçadas a deixar suas casas. Ele também apelou para que as partes envolvidas retomem o diálogo.

O papa, que é o primeiro pontífice americano, tem condenado repetidamente a guerra. No entanto, ele tem adotado uma postura cautelosa, evitando citar diretamente países como Estados Unidos e Israel em suas declarações.

Enquanto isso, líderes de diferentes lados do conflito com o Irã têm utilizado argumentos religiosos para justificar ações militares. Autoridades dos Estados Unidos, como o secretário de Defesa, Pete Hegseth, já invocaram a fé cristã em discursos sobre o uso da força.

Da mesma forma, a Igreja Ortodoxa Russa classificou a invasão da Ucrânia como uma “guerra santa”, alegando combate a valores ocidentais considerados moralmente corrompidos.

Polícia israelense impede cardeal de acessar igreja

Ainda neste domingo, a polícia israelense impediu o cardeal Pierbattista Pizzaballa, Patriarca Latino de Jerusalém, de entrar na Igreja do Santo Sepulcro para celebrar a missa de Domingo de Ramos.

Segundo o Patriarcado Latino de Jerusalém, pela primeira vez em séculos, líderes da Igreja foram impedidos de realizar a celebração no local, considerado um dos mais sagrados do cristianismo.

As autoridades israelenses mantêm restrições a aglomerações com mais de 50 pessoas, incluindo igrejas, sinagogas e mesquitas, desde o início do conflito no Oriente Médio.

No entanto, de acordo com a nota oficial, Pizzaballa e o religioso Francesco Ielpo foram barrados mesmo sem estarem em procissão, enquanto caminhavam de forma privada, sendo obrigados a retornar.

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Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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