O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse esperar que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 é uma das maiores conquistas da história recente no país e espera tramitação no Senado.
Em 27 de maio, a Câmara dos Deputados aprovou a PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1. Foram Foram 461 votos favoráveis e 19 contrários, no segundo turno.
““Por meio de convenções trabalhistas e da relação direta entre empregador e empregado, eles poderão se entender e se adequar a essa nova realidade. Esta é, a meu ver, uma das maiores conquistas da história recente do nosso país: a PEC que acaba com a escala 6×1. que trouxe essa redução da jornada de trabalho para todos os trabalhadores do Brasil”, disse Motta à Band nesta segunda-feira (1º), durante o Fórum de Lisboa, em Portugal.
Na avaliação de Motta, a matéria atende ao apelo da maioria da população brasileira e pontuou que 70% dos brasileiros querem ver a “aprovação da PEC que reduz a jornada de traablho, que garente dois dias de descanso sem redução do salário”.
À Band, o presidente da Câmara lembrou que o texto foi aprovado com mais de 470 votos em primeiro turno, “demonstrando que não é matéria que atende partido A ou B, governo ou oposição, mas foi uma matéria apoiada pela Casa”.
“É uma matéria que está acima da disputa político-eleitoral. Então, eu espero que, assim como fez a Câmara, o Senado também possa aprová-la (…). Alguns setores mobilizados são contrários a essa mudança, mas, na verdade, o que eu entendo é que os setores que estão contra conseguirão se adaptar, até porque nós vamos ter uma transição”, pontuou o presidente da Câmara.
“Nós vamos ter a condição de poder, no período de um ano, se reorganizar do ponto de vista da nova legislação. Tenho também a plena certeza de que essa redução irá ajudar bastante no que diz respeito à produtividade, porque nós teremos a condição de poder diminuir, por exemplo, o número de atestados médicos, teremos os trabalhadores com mais tempo para descansar, convívio com a família, cuidar da saúde”.
Para Hugo Motta, esse período de transição dará aos setores a condição de se adaptarem.

