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TSE fecha acordo contra clonagem de voz de candidatos em 2026

TSE fecha acordo contra clonagem de voz de candidatos em 2026

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) firmou um acordo de cooperação técnica com a empresa britânica ElevenLabs para combater a clonagem fraudulenta de vozes durante as eleições deste ano.

A parceria foi formalizada pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, e pelo cofundador da empresa, Mateusz Staniszewski.

A iniciativa ocorre diante do avanço do uso de áudios falsificados por inteligência artificial em disputas políticas. O objetivo é reduzir a circulação de conteúdos capazes de simular declarações falsas de candidatos e autoridades.

O memorando prevê a criação de mecanismos para impedir a reprodução não autorizada de vozes protegidas e rastrear conteúdos suspeitos produzidos pela própria plataforma.

A cooperação integra o Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação da Justiça Eleitoral e não envolve repasse financeiro entre as instituições.

O acordo terá validade até 31 de dezembro deste ano. Além disso, o TSE poderá utilizar gratuitamente ferramentas de conversão de texto em fala e reconhecimento de voz da ElevenLabs.

Inicialmente, os recursos serão incorporados aos serviços digitais da Corte, incluindo o Assistente Eleitoral.

Vozes protegidas

Entre as principais medidas está a criação de uma lista de “Vozes Protegidas”, chamada de No-Go Voices.

A relação será mantida pela ElevenLabs e terá nomes indicados pelo TSE, incluindo candidatos registrados e servidores da Justiça Eleitoral.

Com o bloqueio, a plataforma deverá restringir a produção de versões sintéticas das vozes incluídas na lista.

A medida busca dificultar o uso da tecnologia para fabricar declarações falsas atribuídas a pessoas envolvidas diretamente no processo eleitoral.

Apoio a investigações

O acordo também determina que a ElevenLabs preste apoio às investigações conduzidas pelo TSE quando houver suspeita de que um áudio fraudulento tenha sido produzido na plataforma.

Ao final das eleições, a empresa deverá apresentar um balanço das tentativas de manipulação identificadas durante o período eleitoral.

A cooperação ocorre em meio ao crescimento dos chamados deepfakes de áudio, que utilizam inteligência artificial para reproduzir vozes com aparência de autenticidade e atribuir declarações falsas a pessoas reais.

A ElevenLabs é especializada na criação e clonagem de vozes por meio de inteligência artificial.

Ferramentas também serão usadas para acessibilidade

Outra frente da parceria envolve a acessibilidade. As ferramentas de voz da empresa serão disponibilizadas gratuitamente nos serviços públicos do TSE.

Com isso, eleitores poderão consultar informações por meio de comandos de voz.

A medida pretende facilitar o acesso a informações eleitorais para pessoas com deficiência visual, idosos e cidadãos com baixo letramento digital.

Entre os dados que poderão ser consultados estão informações sobre locais de votação, situação eleitoral e documentação.

Fiscalização fica limitada à plataforma

Apesar da cooperação, o documento estabelece uma limitação para as medidas de fiscalização assumidas pela ElevenLabs.

A empresa deverá atuar apenas sobre conteúdos produzidos dentro de sua própria plataforma.

Assim, os mecanismos de rastreamento e identificação não se estendem a áudios gerados por ferramentas de outras empresas ou por sistemas desenvolvidos por terceiros.

Dessa forma, a responsabilidade da companhia fica restrita ao ambiente tecnológico sob seu controle.

 

TSE


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Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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