PF decide chamar para depor ex-chefe de gabinete de Lula e lobista

A Polícia Federal decidiu chamar o ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a lobista Roberta Luchsinger para prestar depoimento sobre as denúncias de tráfico de influência no governo. Os delegados estão só esperando o que definem como “detalhes” sobre o caminho do dinheiro que, segundo os investigadores, o grupo movimentava, para fechar as datas.
A suspeita é que Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, teria recebido recursos, presentes, e teria contas pessoais pagas por Roberta Luchsinger para viabilizar contratos na administração federal.
Ela trabalhava para Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS em duas frentes: venda de produtos de canabidiol para o Ministério da Saúde, que não prosperou, e contratação de funcionários dentro da Dataprev capazes de informar os passos dados para dificultar o esquema de desconto em folha de aposentados e pensionistas.
Investigadores afirmam que o filho do presidente Lula, Fabio Luís Lula da Silva, o também teria atuado como “facilitador” para Roberta Luchsinger, com a missão de “abrir as portas do governo”. Mas, ao contrário dela e de Marcola, a PF diz que ele trocava poucas mensagens com o grupo. Mesmo assim, as menções feitas à Lulinha, de acordo com delegados, são muitas.
Em nota, a defesa de lulinha criticou o que chamou de “vazamentos criminosos”. Na sexta-feita (21), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça abriu um inquérito para apurar o assunto. Os advogados de Marcola afirmaram que não tiveram acesso ao processo e disseram que “há intenção de influenciar o processo eleitoral”.
Dentro da PF, a avaliação é que a investigação sobre o suposto esquema de tráfico de influência dentro do governo só deve ser concluída no fim do ano, depois, portanto, da eleição.
