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PEC da Segurança dá nova vitória a Lula e Alcolumbre e isola o PL no Senado

PEC da Segurança dá nova vitória a Lula e Alcolumbre e isola o PL no Senado

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva alcançou mais uma importante vitória legislativa com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública pelo Senado Federal, em votação de dois turnos finalizada nesta terça-feira (3). O resultado ocorreu poucos dias após a promulgação da PEC do fim da jornada 6×1, consolidando um momento de forte alinhamento entre o Palácio do Planalto e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

A tramitação acelerada em calendário especial expôs a capacidade da dupla Lula-Alcolumbre em ditar o ritmo da pauta legislativa e neutralizar a resistência da bancada do PL, que pretendia usar o debate da segurança para impor constrangimentos políticos ao Poder Executivo.

A Manobra da Maioridade Penal e o Isolamento do PL

A principal embate durante a deliberação do texto girou em torno de emendas apresentadas pela oposição. O líder do PL no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), articulou intensamente para incluir na PEC a redução da maioridade penal para 16 anos como regra geral — e para 14 anos nos casos de crimes hediondos, tortura e tráfico de drogas.

Para evitar o desgaste e garantir a aprovação sem retorno do texto à Câmara, a base governista atuou em conjunto com o relator da matéria, senador Rogério Carvalho (PT-SE). O relator classificou a mudança como “matéria estranha” ao escopo da proposta (o chamado jabuti) e determinou o fatiamento da pauta, remetendo a discussão da maioridade penal para uma PEC paralela e abrindo caminho para a aprovação unânime do texto principal.

A manobra deixou o PL isolado em Plenário, forçando o partido a votar favoravelmente ao mérito da proposta após ver suas alterações descartadas.

O que Muda com a PEC da Segurança Pública

Elaborada para modernizar e integrar o combate ao crime organizado e às milícias, a PEC estabelece alterações diretas na estrutura do artigo 144 da Constituição:

  • Constitucionalização do SUSP: O Sistema Único de Segurança Pública passa a ter assento constitucional, formalizando a atuação descentralizada e o regime de cooperação federativa obrigatória entre União, Estados e Municípios.
  • Novas Atribuições para a PRF: A Polícia Rodoviária Federal tem suas competências ampliadas para atuar no policiamento ostensivo em rodovias, ferrovias e hidrovias federais.
  • Polícias Municipais: Fica autorizada a criação e estruturação de polícias municipais de natureza civil para atuação ostensiva e comunitária nas cidades.
  • Rigor Contra Facções: Prevê regimes prisionais diferenciados em unidades de segurança máxima para chefes de facções criminosas, além do bloqueio ostensivo de bens e de mecanismos de responsabilização de pessoas jurídicas.
  • Garantia Orçamentária: Protege os fundos de segurança pública de contingenciamentos e destina percentual do superávit do Fundo Social para financiamento permanente das ações de segurança nos estados e municípios.

Com a conclusão da votação em dois turnos, o texto segue diretamente para promulgação pelo Congresso Nacional.

 

Agência Senado

Assembleia PB

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Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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