Lula, Bolsonaro, Ciro, Moro: A um ano das eleições, veja quem são os pré-candidatos

Estamos a exatamente um ano do primeiro turno das eleições 2022. Em 02 de outubro do próximo ano, começa a ser definido quem irá governar o país e estados, bem como o Congresso Nacional pelos próximos 4 anos. O retrato do momento, apontado pelas pesquisas, para o Palácio do Planalto, aponta uma polarização entre o ex-presidente Lula e o presidente Bolsonaro, enquanto alguns outros nomes tentam se fixar como terceira via.

O ex-presidente mira no comparativo entre a situação econômica do país com os tempos áureos do PT, antes da descoberta de escândalos de corrupção e de mudanças na balança comercial que iniciaram os protestos em 2013 e culminaram com a queda de Dilma Rousseff em 2016. Em entrevistas, Lula tem criticado a postura do presidente em relação à condução da pandemia que já deixou quase 600 mil mortos no Brasil, assim como a inflação que pode chegar a dois dígitos, segundo o Banco Central, e o desemprego em alta permanente, que é aliviado apenas pelo trabalho informal, bem como a volta da fome no país, ilustrada recentemente na capa de grandes jornais com a fila do osso e pessoas comendo restos de carne ainda crua.

Já Bolsonaro, deve mirar justamente nos escândalos do governo petista. Em discurso na Assembleia Geral da ONU recentemente, o presidente falou em combater o comunismo e o socialismo. Bolsonaro também tenta viabilizar o Auxílio Brasil, uma extensão do auxílio emergencial, que hoje chega a ser de até R$ 375. Com isso, ele busca resgatar a popularidade perdida, uma vez que o ápice de popularidade foi atingido quando o auxílio, aprovado pelo Congresso, era de R$ 600.

Outros candidatos

Além de Lula, que lidera as pesquisas e Bolsonaro que aparece em segundo em relação ao primeiro turno, já demonstram pretensão de disputar o cargo, como o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT). Apesar de oficialmente pregar a tese do ‘nem Lula, nem Bolsonaro’, desde as eleições de 2018, o pedetista, que absteve-se de declarar apoio no segundo turno daquele ano, mira seus ataques em Lula, para tentar cooptar os Bolsonaristas arrependidos, que também não votariam no PT e legendas ao centro;

Já o PSDB precisa primeiro se resolver internamente. O governador de São Paulo, João Doria e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, travam uma batalha por protagonismo. Doria por ser governador do maior colégio eleitoral do pais viu sua hegemonia ameaçada por Eduardo Leite, que vem ganhando espaço na mídia e conta com o apoio de Aécio Neves, candidato derrotado em 2014 nas eleições presidenciais. Os tucanos tentam retomar o espaço perdido na última eleição, na qual Geraldo Alckmin ficou apenas em quatro lugar com pouco mais de 4% dos votos.

Correndo “por fora” surgem nomes como os do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM), que se destacou no início do combate à pandemia de covid-19, mas foi “enxotado” do governo Bolsonaro, bem como o ex-ministro da Justiça e ex-juiz, Sérgio Moro, que tem a Lava Jato a favor e contra si. A favor, pelos anti-petistas, que o veem como uma boa opção, por ter sido o responsável pela prisão de Lula e, assim, retirado o petista da corrida eleitoral de 2018. Contra, pelo mesmo fato, principalmente depois de a Justiça anular 19 investigações ou ações penais que tramitavam contra o ex-presidente. A suspensão em série dos processos teve início com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou o ex-juiz Sergio Moro parcial na condução das ações contra o petista na Justiça Federal do Paraná.

O DEM ainda tem como o opção o presidente do Senado Rodrigo Pacheco, que também desponta na tentativa de liderar ou integrar projetos que fujam da dualidade Lula-Bolsonaro. O partido, inclusive, passa por um processo de fusão com o PSL – partido que ganhou visibilidade com Bolsonaro – e deve mudar de nome, de novo.

A senadora Simone Tebett (MDB) também tenta se cacifar para a disputa. Ela vem ganhando notoriedade graças ao trabalho na CPI da Pandemia; Após recuar várias vezes, o apresentador José Luiz Datena se filiou ao PSL e chegou a ser anunciado como pré-candidato à presidência, porém essa decisão ficou mais complicada agora com a fusão do partido com o DEM que já tem outros nomes colocados.

O senador Alessandro Vieira (Cidadania) teve seu nome confirmado pelo partido com o pré-candidato à presidência. Ele também tem se destacado na CPI da Pandemia, no Senado. O Cidadania cogitava a pré-candidatura do apresentador Luciano Huck, porém com a desistência do comunicador, o político ganhou espaço.

O debate eleitoral deve girar em torno da gestão da pandemia de covid-19 feita pelo governo Bolsonaro e das diversas crises pelas quais passa o país, como a crise hídrica, energética, a alta dos preços, aumento do desemprego e inflação.

Pesquisa recente

A pesquisa Ipespe divulgada na quinta-feira (30) aponta que Lula mantém liderança nas intenções de voto. O petista chega a 43% das intenções de voto, seguido por Bolsonaro com 28%, Ciro Gomes, tem 11%, Doria 5%, Mandetta, 4% e Pacheco, 2%. No cenário com outros nomes, Lula segue com 42%, Bolsonaro (25%), Ciro (9%), Sergio Moro (7%), Mandetta (3%), José Luiz Datena (3%), Eduardo Leite (3%), Simone Tebet (1%), Rodrigo Pacheco (1%) e Alessandro Vieira (0%).

No segundo turno, segundo a pesquisa, Lula venceria em todos os cenários, 50% a 31% contra Bolsonaro; 53% a 34% contra Moro, 49% a 30% contra Leite e 50% a 27% contra Doria.

Já Bolsonaro também perderia para Ciro, por 45% a 34%, Leite (36% a 33%) e Doria (39% a 35%), mas a diferença dos dois últimos está dentro da margem de erro, que é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos

O Ipespe entrevistou 1.000 pessoas de 16 anos ou mais, de todas as regiões do Brasil, entre 22 e 24 de setembro.

 

 

 

 

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Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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