Relatório da UFPB aponta declínio em óbitos e casos confirmados de covid-19

O território do Vale do Mamanguape registrou, no mês de julho, um cenário de desaceleração e declínio, na pandemia de Covid-19. Relatório elaborado no Centro de Ciências Aplicadas e Educação (CCAE), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), revela uma redução de 42% nos casos confirmados e 52% nos casos de óbitos, totalizando 280 vidas perdidas. Ainda conforme o documento, os indígenas Potiguara atingem altos índices de imunização.

Os dados são do 20º Relatório Técnico da “Pesquisa de Monitoramento da Pandemia Covid-19 no território do Vale do Mamanguape. O vírus que parou o mundo”, do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação, Etnia e Economia Solidária do Campus IV da UFPB. O monitoramento é coordenado pelo docente Paulo Palhano – GEPeeeS-UFPB, que conta com apoio do Edital 03/2020, Produtividade em Pesquisa – PROPESQ/PRPG/UFPB Nº 03/2020 – sob Código de Registro nº PVP13527-2020.

De acordo com o relatório relativo ao mês de julho, no cenário da crise sanitária o Vale do Mamanguape registrou uma vertiginosa redução dos casos confirmados de 647 ocorrências de novas pessoas infectadas. No mês anterior, foram contaminadas 917 pessoas, o que significa uma redução de 42. Em termos cumulativos, os 12 municípios somaram 16.197 pessoas infectadas. Mas a redução drástica ocorreu nos registros de óbitos.

O relatório aponta que a mortalidade por Covid-19 em julho foi de 14 vidas perdidas, o que significa uma redução da ordem de 52%. Em junho foram registrados 29 óbitos. Durante toda a crise sanitária, o Vale do Mamanguape totaliza 280 vidas perdidas por coronavírus.

De acordo com o estudo, o processo de vacinação da população étnica Potiguara na Paraíba, atualmente situada em 32 aldeias, em território contínuo situado nos municípios de Rio Tinto, Marcação e Baía da Traição, atingiu percentuais de imunização bastante satisfatórios, considerando a população acima de 18 anos, aproximando-se de 100% em alguns casos.

Em Baía da Traição, foram imunizados com a 1ª dose um volume de 3.232 indígenas (98.2%), e com a 2ª dose um total de 3.003 indígenas (91.3%); em Marcação, foram imunizados com a 1ª dose um volume de 3.954 indígenas (96.7%), e com a 2ª dose um total de 3.674 indígenas (89.9%); e em Rio Tinto, foram imunizados com a primeira dose um volume de 2.355 indígenas (95.3%), e com a 2ª dose um total de 2.259 indígenas (91.7%). Conforme a pesquisa, as ações coletivas foram valiosas para obtenção desses resultados junto à etnia Potiguara.

 

 

Ascom UFPB

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Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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