‘2 bilhões sendo jogados no ralo para provar nada’, diz secretário de tecnologia do TRE-PB

O secretário de tecnologia da informação e comunicação do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, José Cassimiro, durante entrevista ao Sistema Arapuan de Comunicação nesta sexta-feira (30), fez críticas quanto a postura adotada pelo presidente da República que defendeu mudanças no sistema eletrônico do país. Durante live, Jair Bolsonaro apontou, mais uma vez, o voto auditável com impressão por papel como a forma mais segura de garantir a idoneidade do pleito e evitar fraude. A mudança geraria, de forma direita, um custo aproximado de R$ 2 bilhões.

Segundo José Cassimiro, que rebateu a tese, o processo de votação no Brasil é totalmente seguro e, inclusive, pontuou que a votação já é auditável, ao contrário do que foi defendido pelo presidente da República.

“A gente tem como auditar o voto sim, ao contrário do que foi dito, com um registro digital do voto que seria essa cédula de papel, mas de forma eletrônica. Quando você propõe em qualquer democracia do mundo para que se tenha um controle em papel, isso é para dissociar do eletrônico. O que se propõe [nas teorias] com o voto impresso é que a própria urna que é desenvolvida pelo TSE, desenvolvida pelo TSE, as impressoras serão especificadas pelo TSE, o código será alterado pelo TSE, mas ninguém vai lá no TSE verificar se o código fonte tem macula ou não”, disse ele.

Ele apontou ainda que o custo se torna desnecessário, já que as acusações vão continuar a existir. “Então se eu posso colocar na tela do seu computador um número e computar outro, o que me impediria se eu fosse um fraudador imprimir papel com um número e computar outro. Não resolveria nada. A gente vai gastar 2 bilhões de reais, segundo o presidente da República, isso não seria problema, mas deixa a gente triste porque eu vejo pessoas precisando de saúde, de assistência até para comer, e 2 bilhões sendo jogado no ralo; porque, quando sair esse papel, eles vão dizer que tem um raio lazer que dizimou a célula, que o menino do cartório pegou o papel e trocou por outro, ou seja, aquelas teorias absurdas. Eu queria, na verdade, que o voto impresso fosse aprovado só para acabar com esse jargão, mas vão acabar inventando outras coisas e dizendo até que ET foi lá e trocou os votos”, explicou ele.

Confira a integra da entrevista concedida ao jornalista Luís Tôrres:

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Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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