Em meio à sua viagem pela África, o Papa Leão XIV rebateu as críticas recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que voltou a chamar o pontífice de “fraco” e “terrível” nas redes sociais.
Sem citar nomes, o Papa, que é o primeiro estadunidense a ocupar o cargo, declarou que o mundo precisa de coexistência e que o coração de Deus não está com os “prepotentes”, mas com os atingidos por guerras e injustiças. Em uma carta, o pontífice ainda alertou para o risco de democracias se tornarem “tiranias da maioria”.
Do outro lado, Trump afirmou que o Papa não deve se envolver em política e descartou qualquer possibilidade de um telefonema para selar a paz. O vice norte-americano, J.D. Vance, reforçou o coro, dizendo que o Vaticano deveria se ater a questões morais.
Apesar da ofensiva, Trump sofreu um revés na opinião pública: uma pesquisa da NBC mostra que a popularidade do Papa subiu 34 pontos, enquanto a do presidente caiu 12 após os ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.


