“Brasil terá consequências com quebra de teto de gastos”, prevê economista

O economista Celso Mangueira demonstrou preocupação com a proposta da equipe de transição do presidente eleito Luís Inácio Lula da Silva (PT) de quebrar o teto de gastos para poder assegurar recursos para cumprir promessas de campanha, como o pagamento da Bolsa Família de R$ 600 a partir de janeiro de 2023.

Em entrevista ao programa Hora H, apesentado pelo jornalista Wallison Bezerra, na Rede Mais Rádio, Celso Mangueira avaliou que a economia tem se recuperando de forma tímida após os efeitos da pandemia da Covid-19 e da Guerra da Ucrânia e aumentar custos sem apontar de onde virá recursos para cobrir essas despesas extras poderá trazer consequências para o país.

“Já há assim um aumento da inflação e com isso manter juros em alta que dificultará a obtenção de créditos. Sem credito, o setor produtivo não avança. Tanto é preocupante que a própria equipe de transição já recuou com relação às ‘bondades’ que foram oferecidas para se ganhar uma eleição”, destacou.

Da mesma forma, Mangueira cita também as proposta do novo governo de criar novas pastas.

“O momento não é de se expandir gastos, é de ter um controle destes gastos como essa pretensão de expandir os ministérios de 24 para 34. Isso significa mais dinheiro e pode vir uma carga de tributos maiores dos que já recolhemos e que são muito altos”, finalizou.

 

 

MaisPB

Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.