Brasil vence Sérvia por 2 x 0 em estreia na Copa do Catar

A busca pela sexta estrela no uniforme começou. O Brasil afastou qualquer perigo em sua estreia e venceu a Sérvia por 2 a 0 nesta quinta-feira (24), em Doha, no Catar. Autor dos dois gols, o atacante Richarlison resolveu a partida no estádio Lusail, no encerramento da primeira rodada do Grupo G da Copa do Mundo.

O próximo compromisso do time verde-amarelo será contra a Suíça, na segunda-feira, às 13 horas (de Brasília), no estádio 974 — os suíços venceram mais cedo os camaroneses por 1 a 0. Os dois mais bem classificados da chave avançam às oitavas de final.

Tite fez valer a expectativa de um time ofensivo, que levasse de novo aos olhos do mundo o conhecido futebol-arte da seleção brasileira. Não foi para tanto. As peças são talentosas, mas diferentes de gerações campeãs. A mobilidade do time sem o volante Fred, no entanto, é inegável. Casemiro era o jogador de marcação, com Lucas Paquetá, Neymar, Raphinha, Richarlison e Vini Jr, a novidade na frente, no esquema 4-1-2-3.

A partir da metade do primeiro tempo, a equipe entendeu que poderia, e deveria, atacar. E o caminho era mesmo pelas laterais contra os três zagueiros sérvios. Raphinha e Paquetá tiveram mais sucesso pelo lado direito. Neymar por pouco não surpreendeu em um gol olímpico, e Vini Jr. cansou o zagueiro Nikola Milenkovic com tamanha correria. Richarlison estava um tanto sumido. Era questão de tempo para a sua estrela brilhar em sua primeira partida de Copa do Mundo.

Para se proteger contra um time bem organizado pelo técnico Dragan Stojkovic, o Brasil recuou seus pontas Raphinha e Vini Jr. até a linha dos laterais Danilo e Alex Sandro. Bem por isso, Thiago Silva e Marquinhos tiveram só alguns esbarrões, e o atacante Mitrovic não levou perigo a Alisson nos primeiros 45 minutos.

Mais pressão do Brasil
O começo do segundo tempo começou de novo com a camisa amarela ditando o ritmo da partida. Foram duas faltas duras em Neymar, uma boa escapada de Vini Jr. e uma bola na trave de Alex Sandro. Era o prenúncio de que o gol estava próximo. A torcida, maioria esmagadora dos 88.103 presentes no estádio, entrou no clima.

Aos 16 minutos, enfim saiu o gol brasileiro. O primeiro de um camisa 9 desde Fred, ainda na Copa do Mundo de 2014. Vini Jr. chutou forte, o goleiro Vanja rebateu para o meio da pequena área e Richarlison, oportunista, autêntico centroavante, fez o seu primeiro gol, logo em sua primeira partida em Copas.

E tinha mais. Depois de 11 minutos, Richarlison dominou mal o cruzamento, mas se arrumou como pôde e acertou um lindo voleio. Um golaço de quem é verdadeiramente se coloca como um dos favoritos na artilharia da competição.

Com o placar nas mãos, Tite foi Tite: tirou Lucas Paquetá e devolveu Fred para o esquema tático, Vini Jr. deu lugar a Rodrygo. Richarlison e Neymar também saíram para as entradas de Gabriel Jesus e Antony. O caçula da seleção Martinelli também estreou, entrando no lugar de Raphinha. Foi só segurar o resultado apesar do ímpeto dos jovens jogadores.

Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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