China volta ao lockdown após afrouxar restrições da Covid-19

A cidade de Xangai, centro comercial da China, vai confinar milhões de pessoas para testes em massa de Covid-19 neste fim de semana, apenas 10 dias depois de suspender seu exaustivo lockdown de dois meses, inquietando moradores e levantando preocupações sobre o impacto nos negócios.

Para impedir um surto mais amplo após descobrir alguns casos na comunidade, incluindo um grupo rastreado a um popular salão de beleza, as autoridades ordenaram testes de PCR para todos os residentes em 14 dos 16 distritos de Xangai no fim de semana.

Cinco dos distritos disseram que os moradores não seriam autorizados a deixar suas casas enquanto os testes fossem realizados. Um aviso emitido pelo distrito de Changning descreveu a exigência de ficar em casa como “gerenciamento fechado” da comunidade que está sendo testada.

O alarme mais recente desencadeou uma corrida aos supermercados e plataformas online para estocar alimentos, já que os usuários do Weibo, semelhante ao Twitter da China, expressaram medo de que pudessem ficar presos por mais tempo, tendo apenas começado a voltar ao trabalho depois que o último lockdown foi suspenso, em 1 de junho.

Algumas áreas permaneceram isoladas ou retornaram rapidamente ao lockdown devido a infecções e seus contatos próximos.

“O complexo residencial próximo ao meu já foi fechado”, disse Zhang Jian, corretor de imóveis de 34 anos.

“Se houver um teste em massa e outro caso positivo no complexo, isso terá um sério impacto em nossas vidas.”

Embora a taxa de infecção da China seja baixa para os padrões globais, o presidente Xi Jinping intensificou a política de tolerância zero contra a Covid que as autoridades dizem ser necessária para proteger os idosos e o sistema médico, mesmo que outros países tentem viver com o vírus.

Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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