Economistas do mercado financeiro elevam projeções para inflação deste ano

Após nova surpresa para cima no IPCA-15 de janeiro (0,58%), economistas do mercado financeiro deram um salto nas projeções do IPCA, o índice de inflação oficial, de 2022, aumentando a distância do teto da meta deste ano (5%).

A estimativa avançou de 5,15% para 5,38%, de 5,03% há um mês, segundo Relatório Focus, publicado nesta segunda, 31, pelo Banco Central. O objetivo a ser perseguido este ano é de 3,50%, com tolerância de 2,0% a 5,0%. Ou seja, o Boletim Focus segue indicando o segundo ano consecutivo de rompimento da meta, após o desvio de 4,81 pontos porcentuais do IPCA de 2021 (10,06%).

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia. Na hipótese de a meta de inflação ser descumprida, o presidente do BC precisa enviar uma carta aberta ao ministro da Economia para se explicar. Na justificativa que deu para ter descumprido a meta de 2021, Roberto Campos Neto disse que a inflação faz parte de um processo global de aumento de preços.

A expectativa para o IPCA em 2023 também voltou a subir, de 3,40% para 3,50%, se afastando do centro da meta (3,25%, banda de 1,75% a 4,75%). A estimativa era de 3,41% há quatro semanas.

A projeção para 2024 continuou em 3,0%, assim como a de 2025 (3,0%). Há quatro semanas, ambas as projeções eram de 3,0%.

A meta para 2024 é de 3,0%, com margem de 1,5 ponto porcentual (de 1,5% para 4,5%). Para 2025, por sua vez, a meta ainda não foi definida pelo CMN.

 

MSN

Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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