Pular para o conteúdo
Entenda os riscos do uso indiscriminado das “canetas” emagrecedoras

Entenda os riscos do uso indiscriminado das “canetas” emagrecedoras

O mercado de medicamentos injetáveis para perda de peso, popularmente conhecidos como “canetas”, enfrenta um alerta rigoroso de especialistas quanto ao seu uso indiscriminado. Em debate no programa Canal Livre, médicos e jornalistas analisaram o impacto dessas substâncias na saúde metabólica e muscular, questionando a tendência de utilização dos fármacos para fins puramente estéticos e pontuais.

A jornalista Andressa Guaraná levantou a preocupação sobre o uso desses medicamentos por pessoas que buscam perdas de peso pequenas, como para eventos sociais, ignorando os critérios clínicos. O painel destacou que a percepção de que essas drogas permitem emagrecer preservando integralmente a massa magra é, em grande parte, um mito.

De acordo com os médicos presentes no debate, é fisiologicamente quase impossível perder grandes quantidades de peso sem afetar os músculos. O Dr. Ricardo Cohen explicou que a massa magra — composta por músculos e ossos — sofre redução natural quando um indivíduo com obesidade severa perde cerca de 40% de seu peso corporal.

Para distinguir se essa perda é uma adaptação do corpo ou uma condição patológica, os especialistas ressaltam a necessidade de avaliações funcionais e exames de imagem precisos, como o DXA ou ressonância magnética. O foco, segundo a análise médica, deve ser a manutenção da funcionalidade do paciente no dia a dia, evitando que o emagrecimento prejudique a força e a estrutura óssea.

O risco da “deseducação” e a busca por milagres

Um dos pontos centrais da discussão foi o risco de “deseducar” a sociedade, especialmente as gerações mais jovens, ao promover a ideia de que medicamentos são soluções milagrosas que dispensam o esforço individual. Andressa Guaraná questionou os médicos sobre o perigo de a população abandonar pilares fundamentais da saúde ao confiar apenas na farmacologia.

Os especialistas foram enfáticos: não existem atalhos. O uso dessas medicações deve ser restrito a pacientes com indicação clínica para o tratamento da obesidade e jamais servir como substituto para um estilo de vida saudável. O fenômeno foi comparado ao uso histórico do Prozac, que passou de ferramenta terapêutica para depressão a uma “pílula da felicidade” usada sem diagnóstico por pessoas em busca de bem-estar imediato.

Pilares da saúde a longo prazo

Independentemente do auxílio farmacológico, o painel concluiu que a base da saúde metabólica permanece fundamentada em três pilares inegociáveis:

  • Alimentação consciente: Fazer escolhas nutricionais adequadas.
  • Atividade física regular: Combater o sedentarismo para preservar a função motora.
  • Higiene do sono: Garantir o descanso necessário para a regulação hormonal.

 


Author Avatar

Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.