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Estreito de Ormuz fica paralisado neste domingo após Irã retomar bloqueio

Estreito de Ormuz fica paralisado neste domingo após Irã retomar bloqueio

O tráfego de navios no Estreito de Ormuz foi interrompido neste domingo (19) após o Irã retomar o bloqueio da via marítima, considerada uma das mais importantes para o abastecimento global de energia.

Dados de monitoramento marítimo indicam que a circulação de embarcações chegou a um impasse completo nas primeiras horas do dia. Navios que tentaram cruzar a região foram obrigados a recuar, e nenhuma nova embarcação entrou ou saiu do Golfo após a meia-noite no horário GMT.

A paralisação ocorre um dia depois de Teerã voltar atrás na decisão de permitir o trânsito de navios, acusando os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo ao manter o bloqueio naval contra portos iranianos.

Impasse entre Irã e EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que há “conversas muito boas” em andamento com o Irã, mas não deu detalhes sobre possíveis avanços.

Do lado iraniano, o principal negociador, Mohammad Baqer Qalibaf, reconheceu algum progresso nas negociações, mas ressaltou que ainda há grande distância entre os dois países, especialmente em relação ao programa nuclear e ao controle do estreito — os principais pontos de divergência.

O cessar-fogo atual, mediado com apoio internacional, deve expirar na próxima quarta-feira (22), aumentando a pressão por um acordo.

Incidentes e tensão no mar

A escalada ocorre após relatos de ataques contra embarcações no sábado (18). Pelo menos dois navios registraram disparos enquanto tentavam atravessar o estreito, elevando a preocupação internacional.

A Índia chegou a convocar o embaixador iraniano após dois navios com bandeira do país relatarem incidentes na região.

Além disso, centenas de embarcações permanecem paradas no Golfo, com cerca de 20 mil marinheiros aguardando autorização para cruzar a passagem.

Negociações incertas

As tratativas entre Irã e Estados Unidos, mediadas pelo Paquistão, seguem sem definição. Conversas realizadas recentemente em Islamabad terminaram sem acordo, embora haja expectativa de uma nova rodada nos próximos dias.

As divergências sobre o programa nuclear continuam sendo o principal obstáculo. Os EUA defendem uma suspensão de longo prazo das atividades iranianas, enquanto Teerã propõe um prazo menor.

Impacto global

A crise no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, já é considerada um dos maiores choques recentes no fornecimento de energia. O bloqueio da rota elevou os preços do petróleo nas últimas semanas e aumentou a volatilidade dos mercados globais.

Mesmo com sinais pontuais de diálogo, o cenário permanece instável, com risco de prolongamento do bloqueio e nova escalada militar caso não haja avanço nas negociações.


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Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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