Exame descarta caso suspeito de monkeypox em Campina Grande

O exame laboratorial descartou o caso suspeito de monkeypox de um homem de 41 anos de idade, em Campina Grande. O paciente apresentou mucosas sugestivas para a doença, cumpriu isolamento e foi monitorado pela Vigilância Municipal de Saúde. Com isso, o Município não tem nenhum caso suspeito, provável ou confirmado da doença conhecida como Varíola dos Macacos.

Nessa quarta-feira, 24, a Secretaria de Saúde de Campina Grande vai realizar uma reunião de capacitação com profissionais dos hospitais que são referência de atendimento para a monkeypox, na cidade. O treinamento acontece a partir das 14h, no auditório do Conselho Municipal de Saúde.

Os profissionais da Secretaria, habilitados pelo Ministério da Saúde, estão treinando as equipes hospitalares sobre triagem, identificação dos casos, tratamento, isolamento, orientações e notificação de pacientes suspeitos, prováveis ou confirmados da doença. O trabalho é conjunto com o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs).

As referências são o Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), a Unidade de Pronto Atendimento Dr. Adhemar Dantas (Dinamérica) e o Hospital de Emergência Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes.

Os dois hospitais já possuem núcleos de infectologia e a UPA passou por implantação recente de um serviço de protocolo de fluxos de recepção, para casos de infectologia. O atendimento aberto à população será no Hospital de Trauma e na UPA Dinamérica. “O Trauma e a UPA são de pronto atendimento e o HU será referência para internação, através de regulação do leito hospitalar”, explicou a enfermeira Sedna Asmir, bolsista Cievs – Fiotec/Fiocruz.

Para a abordagem a casos suspeitos, é indicado o uso de Equipamentos de Proteção Individual, como máscaras e luvas. Caso o paciente esteja com sintomas da monkeypox, também deve procurar utilizar meios de evitar a transmissão da doença. Para ser considerado um caso suspeito da monkeypox, é necessário a presença de sintomas como início súbito de lesão em mucosas e/ou erupção de pele aguda sugestiva para a doença, única ou múltipla, em qualquer parte do corpo (incluindo região genital/perianal, oral); e/ou dor na região do ânus ou reto, com ou sem sangramento e/ou edema peniano associados à progressão da lesão. Esses sintomas, juntos ou isolados, já podem configurar alerta para a doença.

Outros critérios como exposição próxima e prolongada, sem proteção respiratória ou contato físico direto, incluindo contato sexual, com parcerias múltiplas e/ou desconhecidas, ou com caso provável ou confirmado de monkeypox, nos 21 dias anteriores ao início dos sinais e sintomas, elevam o risco de contágio e a pessoa passa a ser um caso provável da doença.

Não é necessária a existência de histórico de viagem ao exterior pela pessoa com suspeita, nem pelo caso provável ou confirmado com o qual ela teve contato. Para tirar dúvidas sobre a doença é possível entrar em contato pelo Epidemiozap (83-99302-5299). Os casos suspeitos de monkeypox devem ser notificados pela rede de saúde de forma imediata ao Centro Estadual de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs-PB) por meio do preenchimento do formulário de notificação on-line: https://redcap.saude.gov.br/surveys/?s=YC4CFND7MJ

Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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