Francisco diz estar de ‘coração partido’ por guerra na Ucrânia

Neste domingo (27) o Papa Francisco se pronunciou durante a tradicional benção do ângelus, na qual o pontífice todos os domingos ao meio dia seguindo o horário de Roma fala para os católicos de todo o mundo. Durante o seu discurso Francisco disse estar de coração partido por causa da invasão da Ucrânia promovida pelo exército russo. “Que as armas se calem. Deus está com os pacificadores, não com aqueles que usam a violência”, disse o Papa na ocasião.

O chefe da Igreja Católica também afirmou que há uma necessidade urgente de abrir corredores humanitários para os refugiados. O Papa acrescentou que as pessoas devem acolher as pessoas que fogem da guerra. Neste domingo, a Organização das Nações Unidas (ONU) informou que já existem 368 mil refugiados e esse número pode chegar a 4 milhões.

Em uma declaração direcionada ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, o Papa expressou sua “profunda dor pelos trágicos eventos”. O Pontífice se referia a invasão da Ucrânia pela Rússia. Neste sábado, o Papa fez uma manifestação pública sobre a guerra, pelas redes sociais. Ele pediu orações ao povo ucraniano. O Pontífice compartilhou no Twitter uma declaração feita por ele durante a Audiência Geral na última quarta-feira, caracterizando a violência como um ato de “insensatez”.

“Jesus ensinou-nos que à diabólica insensatez da violência se responde com as armas de Deus, com oração e o jejum. Que a Rainha da paz preserve o mundo da loucura da guerra”, compartilhou Francisco. Na véspera, o Papa esteve na embaixada russa na Santa Sé para manifestar “sua preocupação pela guerra” na Ucrânia.

Líder ortodoxo

O Patriarca Russo Kirill também se manifestou neste domingo. O líder da Igreja Ortodoxa Russa citou o presidente Vladimir Putin, em seu sermão na Catedral Cristo Salvador, em Moscou.

Na ocasião, Kirill mencionou a ideia de Putin a respeito de um mundo russo com “um povo”. A declaração corrobora com a convicção do presidente russo de que a Ucrânia pertence a uma nação conservadora, ortodoxa e a uma irmandade eslava liderada pela Rússia.

Kirill também disse que queria a paz na “terra russa” – ou seja, Rússia, Ucrânia e Bielorrússia. E acrescentou “que o Senhor proteja os povos que fazem parte do espaço único da Igreja Ortodoxa Russa”. O líder religioso finalzou com um alerta de que “forças externas sombrias e hostis” estão buscando dividir “nossa pátria histórica comum”.

 

 

O Globo

Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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