Funcionários de empresa Saile, que presta serviços à educação do Estado ainda não receberam salários

Os funcionários da empresa Saile, que presta serviços à secretaria de educação da Paraíba em Patos, voltaram a procurar a reportagem do Patosonline.com, na manhã desta quarta-feira (9), para reclamar da falta de pagamento de salários. A empresa Saile é licitada para serviços gerais em Patos e emprega centenas de pessoas nas unidades escolares estaduais no município.

Segundo os representantes, a empresa tem até o quinto dia útil de cada mês para realizar o pagamento, mas neste dia 9 os servidores afirmam que ainda não receberam os pagamentos. Esses atrasos, segundo os funcionários, geram multas, juros e outros prejuízos a todos, como atraso na fatura do cartão, energia e água sem pagamento, por exemplo.

Um dos lamentou a situação e disse que não recebem justificativa nem sequer comunicados informando o motivo dos atrasos, uma vez que o governo da Paraíba já fez o repasse dos valores para a empresa. Eles pedem que o governador João Azevêdo intervenha e cobre compromisso da empresa Saile.

“Todos em Patos e nas cidades circunvizinhas estão sem pagamento, mas nunca pagam na data certa. Minhas contas já estão atrasadas e pagamos juros sobre juros. Passam dois meses para pagar os nossos salários. Desde que essa empresa assumiu que nós estamos sendo prejudicados. Esperamos que chegue aos ouvidos do governador. Pra fazer a feira, temos que pagar o cartão, enquanto não liberar limite a gente não consegue fazer compra”, lamentou um colaborador.

Por medo de represálias ou até mesmo de serem demitidos, os servidores se recusam a identificar seus nomes, mas expressam tristeza e preocupação com os constantes atrasos no pagamento dos salários, como afirmou outro servidor.

“Uma vez perdida, ou duas, tudo bem, mas todo mês é esse problema. A gente trabalha direito, sem faltar, mas quando chega em casa tem fatura de cartão, falta comida na mesa. Não tem como. Qualquer um que passar por isso fica revoltado, porque só quem passa sente como é ruim não poder fazer nada para resolver”, disse outro funcionário.

A reportagem do Patosonline.com já havia buscado respostas junto à empresa, mas ninguém quis se pronunciar sobre as reclamações. O espaço fica aberto a possíveis esclarecimentos por parte da empresa ou do governo da Paraíba.

 

 

Patosonline.com

Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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