“Somadas, as penas em abstrato previstas no Código Penal para os quatro crimes, o acusado pode ser condenado a uma pena que ultrapasse os cinquenta anos de reclusão.” A afirmação é do delegado Hugo Santos Fonseca, responsável pela investigação do assassinato da freira Nádia Gavanski, de 82 anos.
O crime aconteceu no último sábado, em Ivaí, na região central do Paraná. O homem foi indiciado por homicídio qualificado, estupro qualificado, resistência e violação de domicílio.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o suspeito pula o muro do convento antes de invadir o local. Segundo o laudo pericial, foram identificados sinais de violência física e sexual contra a vítima.
A Polícia Civil concluiu o inquérito e encaminhou o caso ao Ministério Público, que deve oferecer denúncia à Justiça. O caso causou grande comoção na cidade, onde a freira era conhecida pelo trabalho religioso e social desenvolvido junto à comunidade.
Se condenado por todos os crimes, o acusado poderá cumprir pena que ultrapassa 50 anos de prisão.
Interferência política preocupa mercado
Na avaliação de analistas do mercado, nenhuma dessas medidas terá efeito duradouro se a empresa não enfrentar problemas considerados recorrentes em estatais: a ingerência política na gestão e a falta de investimentos de longo prazo.
Para parte dos economistas, uma alternativa seria abrir o capital da companhia e vender uma fatia da estatal, em modelo semelhante ao adotado na Eletrobras. Nessa estrutura, o governo permanece como maior acionista, mas reduz a interferência direta no dia a dia da administração.
Segundo o economista Renan Silva, a abertura de capital poderia beneficiar o governo e a própria empresa. Ele afirma que “é bom para o governo, que pode arrecadar com os dividendos, e para a empresa, que se torna mais competitiva e alcança melhores resultados, sem o risco de continuidade de interferência política”.
Por enquanto, a estratégia dos Correios segue apoiada em novos financiamentos, programas de desligamento voluntário e venda de ativos, enquanto o governo discute alternativas para reduzir o impacto das estatais nas contas públicas.


