Justiça converte em prisão preventiva acusado de matar policial penal em Patos

A Justiça da Paraíba decretou a conversão em prisão preventiva da prisão temporária do principal suspeito de matar a policial penal Edvânia Vieira da Silva, de 44 anos, em Patos, no Sertão paraibano. O acusado segue agora custodiado sem prazo certo para liberdade provisória, enquanto o processo avança na Vara do Tribunal do Júri da comarca.
Edvânia trabalhava há mais de uma década na Penitenciária Feminina de Patos e foi encontrada morta dentro de sua residência, no bairro Jardim Magnólia, no início de novembro de 2025. O corpo foi localizado pela polícia após familiares denunciarem o desaparecimento da servidora pública, e a investigação apontou sinais de violência no local.
O suspeito, identificado como Welligton Victor de Sousa, foi capturado pelas forças de segurança no interior de Pernambuco, após dias foragido em cidades do Agreste. Ele foi levado para a Paraíba sob custódia policial inicialmente por meio de prisão temporária, concedida para garantir a continuidade das investigações e evitar interferência no inquérito.
Na sequência, o juiz responsável analisou os elementos colhidos durante as diligências e decidiu converter a prisão temporária em preventiva, medida mais rigorosa que mantém o acusado preso enquanto o processo corre. A decisão judicial considerou que o caso envolve crime grave, com risco de obstrução da investigação ou fuga, justificando a necessidade da prisão cautelar mais ampla — que pode perdurar até o julgamento.
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