Leilão de Energia Nova vai viabilizar obras em usinas na Paraíba; total de investimento no Brasil é R$ 2,9 bi

O leilão de Energia Nova concluído nesta sexta-feira (14) atraiu investimentos na ordem de R$ 2,954 bilhões que viabilizarão obras de 22 usinas em nove estados do Brasil. Na Paraíba, serão instaladas duas novas usinas de energia solar com contratos de 15 anos.

O Leilão de Geração nº 4/2022, também conhecido como Leilão de Energia Nova A-5 foi promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Ao todo, foram negociados R$ 6,57 bilhões em contratos de energia.

Foram contratados 176,8 megawatts (MW) de energia ao preço médio de R$ 237,48 por megawatt-hora (MWh), que devem começar a ser fornecidos em 2027.

Foram negociados contratos de geração hídrica, eólica, solar e de térmicas que utilizam como combustível biomassa e resíduos sólidos. AS 22 usinas serão localizadas em nove estados: Bahia, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo.

Foram contratados quatro empreendimentos de energia solar em Minas Gerais e na Paraíba, somando investimentos totais de R$ 822.328.050.

A maior parte dos empreendimentos contratados foi do setor hidrelétrico, sendo 12 usinas situadas nos estados de Santa Catarina, Goiás, Paraná e Mato Grosso. Bahia e Rio Grande do Norte terão três projetos de energia eólica. A biomassa de cana-de-açúcar será responsável pela geração de eletricidade em duas usinas em Goiás. E São Paulo vai ter um empreendimento que fornecerá energia a partir de lixo urbano.

Os preços ficaram, em média, 26,38% abaixo do teto do leilão. O maior deságio foi das usinas termelétricas a biomassa, com preços 40% abaixo do teto. Já as usinas solares fotovoltaicas tiveram deságio de 38,78% abaixo do preço máximo. A energia eólica foi negociada por valores 26,9% menores do que o inicial. As hidrelétricasofereceram preço 20,46% abaixo do teto. A usina a partir de resíduos sólidos urbanos fechou contrato com preço praticamente igual ao máximo, com deságio de apenas 0,01%. Uma vez que os contratos foram fechados por preço abaixo do valor nominal, a economia obtida para a futura tarifa de energia elétrica dos consumidores finais foi de R$ 2,357 bilhões.

Do total contratado, 87,3 megawatts são de hidrelétricas; 51,8 MW de fontes solares; 23,5 MW de usinas eólicas; 13 MW de biomassa e 1,2 MW de geração a partir de resíduos sólidos.

Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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