Mais de 250 presos que deixaram presídios na ‘saidinha’ de Natal não voltaram

Sete anos depois de ser capturado pela Polícia Federal, Tiago Vinicius Vieira, conhecido como Dourado, acusado de liderar assaltos de grande porte e de envolvimento com o tráfico de drogas e armas, deixou o sistema prisional e não voltou. Ele estava entre os 1.868 detentos liberados temporariamente para passar o Natal com a família, mas descumpriu o prazo de retorno, que se encerrava em 30 de dezembro.
Tiago integra o grupo de 258 presos que não regressaram após a saída temporária. Desse total, 150 pertencem ao Comando Vermelho (CV). Ao todo, 346 integrantes da facção receberam o benefício natalino, o equivalente a 47,4%, número 7% maior que o registrado no ano anterior.
Classificado pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) como de “altíssima periculosidade”, Tiago é apontado como membro do Terceiro Comando Puro (TCP), com atuação no Mato Grosso do Sul. Ele foi detido em 2018, no Rio de Janeiro, enquanto negociava drogas sintéticas, e na época estava foragido de um presídio de segurança máxima em Campo Grande.
Outros três detentos considerados igualmente perigosos e ligados ao CV também não retornaram às unidades prisionais. Entre eles estão André Luiz de Almeida, o Nestor do Tuiuti; Márcio Aurélio Martinez Martelo, o Bolado, do Fallet; e Sérgio Luiz Rodrigues Ferreira, conhecido como Salgueiro ou Problema, apontados como líderes ou gerentes do tráfico em comunidades do Rio e da Região Metropolitana.
Entre os 258 foragidos, 39 são ligados ao TCP, 23 à facção Amigos dos Amigos (ADA) e 46 se declaram neutros. As evasões se distribuíram em 58,1% do CV, 17,8% de presos sem facção, 15,1% do TCP e 8,9% da ADA. Já os 21 policiais e 23 milicianos beneficiados com a saída temporária retornaram normalmente.
Pela lei, a saída temporária é concedida a presos do regime semiaberto que tenham cumprido parte da pena e mantenham bom comportamento, condição obrigatória para a concessão do benefício.
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