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Manual do Eleitor: saiba como vai funcionar a biometria nas Eleições

Manual do Eleitor: saiba como vai funcionar a biometria nas Eleições

Os brasileiros voltarão às urnas no dia 4 de outubro de 2026 para escolher o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. Caso nenhum candidato à Presidência da República ou aos governos estaduais alcance a maioria dos votos válidos, o segundo turno será realizado em 25 de outubro.

Para ampliar a segurança do processo eleitoral, a Justiça Eleitoral utilizará a identificação biométrica em todas as seções eleitorais do país. A medida está prevista na Resolução TSE nº 23.759/2026 e integra a série Manual do Eleitor, elaborada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para orientar os eleitores sobre as Eleições 2026.

Como será a identificação do eleitor

No dia da votação, o eleitor deverá apresentar um documento oficial com foto ou o aplicativo e-Título, desde que a versão apresentada contenha fotografia.

Após a conferência dos dados pelos mesários, os eleitores que possuem biometria cadastrada serão orientados a posicionar o dedo no leitor biométrico da urna eletrônica.

Somente após a confirmação da impressão digital a urna será liberada para o registro dos votos. Segundo o TSE, essa etapa funciona como uma camada adicional de segurança para impedir que uma pessoa vote no lugar de outra.

Quem não cadastrou a biometria poderá votar

O Tribunal Superior Eleitoral esclarece que nenhum eleitor será impedido de votar por não possuir biometria cadastrada.

Nesses casos, a identificação será realizada normalmente por meio da conferência dos documentos e das informações constantes no cadastro eleitoral. Após a votação, o eleitor será orientado a procurar a Justiça Eleitoral para realizar o cadastramento biométrico.

O que acontece se a biometria não for reconhecida

A eventual falha na leitura da impressão digital também não impedirá o exercício do voto.

Inicialmente, o eleitor poderá realizar até quatro tentativas de leitura biométrica. Caso o reconhecimento não ocorra, a mesa receptora fará uma nova conferência da identidade, solicitando, por exemplo, o ano de nascimento, que será comparado às informações do cadastro eleitoral.

Se os dados forem confirmados, a votação será liberada normalmente. O eleitor deverá assinar o caderno de votação ou registrar a impressão digital, caso não saiba ou não possa assinar, e será orientado a atualizar o cadastro biométrico após as eleições.

Biometria reforça a segurança das eleições

Utilizada pela Justiça Eleitoral desde 2008, a biometria é considerada uma das principais ferramentas para fortalecer a segurança e a confiabilidade do processo eleitoral.

A tecnologia impede que outra pessoa utilize o título eleitoral de um cidadão, já que a identidade é confirmada por meio das impressões digitais, além da apresentação de documento oficial com foto.

Segundo o TSE, mesmo quando houver dúvidas sobre a identidade do eleitor, a legislação prevê procedimentos complementares para assegurar que apenas o verdadeiro titular exerça o direito ao voto.

Quais dados são coletados

Durante o cadastramento biométrico, a Justiça Eleitoral registra:

  • Fotografia no padrão internacional;
  • Impressões digitais dos dez dedos, quando não houver impedimento físico;
  • Assinatura digitalizada, quando aplicável.

Essas informações passam a integrar o cadastro eleitoral e são utilizadas exclusivamente para reforçar a identificação dos eleitores e aumentar a segurança das eleições.

 

Portal Arapuan


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Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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