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Menina de 2 anos é vítima de abuso sexual, Polícia apura suspeita de que crime tenha ocorrido em uma creche

Menina de 2 anos é vítima de abuso sexual, Polícia apura suspeita de que crime tenha ocorrido em uma creche

Uma menina de dois anos foi vítima de abuso sexual em João Pessoa. O crime foi confirmado por um laudo do Instituto de Polícia Científica (IPC), após a mãe da criança perceber um ferimento na região íntima da filha durante uma troca de fraldas. A família suspeita que a violência tenha ocorrido na creche onde a criança estuda, e o caso é investigado pela Polícia Civil.

Após identificar o ferimento, a mãe procurou atendimento médico para a filha, que foi encaminhada ao IPC para realização de exame pericial. Conforme o laudo, não houve conjunção carnal, mas foi constatada uma lesão recente na região do hímen, indicando que a criança foi vítima de outro ato libidinoso.

Segundo o relato da mãe, a menina permanecia na creche durante o dia, sendo deixada na unidade por volta das 7h30 e buscada às 16h30. Ela afirmou ainda que a criança não teve contato com outras pessoas em casa após deixar a instituição.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Infância e a Juventude. A delegada Adriana Guedes, responsável pela investigação, informou que a mãe da criança e funcionários da creche já foram ouvidos. A unidade de ensino também foi inspecionada pela Polícia Civil, mas, até o momento, nenhum indício de autoria foi identificado.

Durante a investigação, imagens do sistema de videomonitoramento da creche, acessadas pela TV Cabo Branco, mostraram uma suposta funcionária fotografando crianças que estavam apenas de fralda ou sem roupa.

Em um dos registros, uma pessoa aparece colocando as crianças para dormir em um colchão, de bruços, e utilizando um celular para fazer uma fotografia. O flash do aparelho estava ligado, permitindo visualizar o momento do registro. Em outro trecho das imagens, uma suposta funcionária, que não é possível confirmar se é a mesma da primeira gravação, aparece fotografando uma criança que estava sem roupa enquanto era vestida após o banho.

Segundo a delegada Adriana Guedes, a gestão da creche informou que as fotografias faziam parte de uma orientação para inspeção do corpo das crianças e registro de possíveis lesões encontradas durante os cuidados de rotina.

“Existe uma orientação da gestora da creche de que, quando uma criança vai tomar o banho, as cuidadoras façam uma inspeção no corpo da criança, da cabeça aos pés, e, se encontrarem qualquer tipo de sugestão de que a criança está arranhada e que há alguma lesão, algum machucado, a orientação é tirar uma foto e encaminhar diretamente à direção, que vai encaminhar a mãe e agir sobre aquela situação”, explicou a delegada.

Em nota, a Secretaria de Educação de João Pessoa informou que adotou imediatamente as providências administrativas cabíveis para a apuração do caso e afirmou colaborar integralmente com a investigação conduzida pela Polícia Civil, inclusive disponibilizando as imagens do sistema de videomonitoramento da unidade.

A pasta afirmou ainda que a avaliação realizada não identificou elementos que confirmassem a ocorrência dos fatos narrados nas dependências da unidade escolar. A Secretaria também negou a existência de um protocolo institucional para esse tipo de registro, informou o afastamento de uma servidora e destacou que seguirá colaborando com as investigações.

A Polícia Civil continua apurando o caso para esclarecer as circunstâncias da violência e identificar o responsável pelo crime.

Exame sexológico atestou lesão na região do hímem da criança — Foto: Reprodução/TV Cabo BrancoExame sexológico atestou lesão na região do hímem da criança — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Funcionária abaixada fazendo foto de criança de costas — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco
Funcionária abaixada fazendo foto de criança de costas — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

 

 

G1 PB


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Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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