Ministro da Saúde diz que baixa cobertura vacinal contra a pólio é ‘problema mundial’ e faz apelo aos pais

O dia 17 de outubro é marcado como o Dia Nacional da Vacinação e o ministro da Saúde Marcelo Queiroga aproveitou a data para fazer um apelo à necessidade que pais e responsáveis levem as crianças e adolescentes para se vacinarem.

“Precisamos vacinar a população, principalmente nossas crianças. É inaceitável que em pleno século 21 nós tenhamos sofrimento das nossas crianças por doenças que já estão erradicadas há muito tempo”, afirmou Queiroga em evento realizado hoje na sede do Ministério da Saúde, em Brasília.

Os 38.000 postos de saúde do país têm disponíveis diariamente os mais de 22 imunizantes aplicados pelo SUS (Sistema Único de Saúde), mas a atenção do Ministério da Saúde e de Queiroga está voltada à vacinação contra a poliomielite.

“Desde o dia 7 de agosto, temos feito um apelo à nação brasileira para que levem suas crianças com menos de cinco anos para completar o esquema vacinal da pólio e a meta é de 95% de cobertura vacinal, das cerca de 15 milhões de crianças que são aptas a receber essas vacinas”, ressaltou o ministro.

De acordo com dados do DataSUS, o país atingiu apenas 65,74% da cobertura vacinal até esta manhã, tendo sido aplicadas 7.607.661 doses do imunizante contra a poliomielite.

Queiroga admitiu que a queda de cobertura vacinal da poliomielite é um problema mundial, já que aconteceram casos nos Estados Unidos e Israel.

O último caso de poliomielite por aqui foi em 1989 e, em 1994, o país recebeu o certificado de erradicação emitido pela Opas/OMS (Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial de Saúde).

Todavia, a Opas e a OMS já declaram que o risco de a poliomielite voltar ao Brasil é alto.

A poliomielite

A poliomielite ou pólio é uma doença contagiosa aguda causada por um vírus que vive no intestino, chamado poliovírus, que pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou não paralisia.

Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores são os mais atingidos. A falta de saneamento, as más condições habitacionais e a higiene pessoal precária constituem fatores que favorecem a transmissão do poliovírus. A única forma de prevenção possível para a doença é a vacinação.

 

 

Uol

Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.