Padrasto é preso suspeito de estuprar enteada de 13 anos

Foi preso no fim da tarde dessa terça-feira (13), no bairro de Gramame, Zona Sul de João Pessoa, um homem suspeito de estuprar a própria enteada, de 13 anos de idade. A vítima denunciou os abusos na escola onde estuda, no bairro Tambiá.

Segundo a vítima, o abuso teria acontecido na noite anterior à denúncia. A direção da escola entrou em contato com a delegacia da Mulher. A delegada titular da Delegacia de Crimes Contra a Infância e Juventude Joana D’Arc responsável pelo caso solicitou que o homem e a vítima fossem levados para prestar depoimento e, após isso, foi decretada a prisão em flagrante.

O suspeito foi levado para a carceragem da Central de Polícia de João Pessoa e a vítima encaminhada para o Instituto de Polícia Científica (IPC), para fazer exames. O laudo que pode comprovar o abuso sexual será anexado ao inquérito e o resultado deve sair em até 30 dias, apesar disso o caso segue uma vez que é considerado abuso qualquer ato libidinoso, independente de penetração.

Segundo a delegada, em depoimento, o homem negou o crime, mas acrescentou que as histórias “batem”. A vítima relatou que é abusada desde que tinha nove anos de idade e a família morav no bairro do Roger. Ela também teria decidido denunciar o abuso na escola por medo de os familiares não acreditarem.

O homem deve passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (14), segundo a delegada.

Mãe estava em casa durante crime

A delegada contou que os abusos aconteciam na casa da vítima, inclusive quando a mãe estava no local. Segundo Joana D’Arc inicialmente os abusos eram mais leves, quando ela tinha nove anos. Depois, com o passar dos anos, se intensificaram.

Segundo a delegada, a família não desconfiava e a mãe teria dito que nunca viu nada, mas o relato do último abuso coincide com a história contada pela mãe, a vítima e o suspeito. Segundo a delegada, a menina contou que a mãe estava lavando roupas e que pediu para que ela estendesse. Quando a menina voltou, que passou pelo acusado, ele a segurou no braço e obrigou apraticar atos libidinosos. Já a mãe confirma que, ao voltar de onde estava, encontrou o homem sentado no sofá e a garota recolhida no quarto.

“São diversos abusos que ocorreram nesse tempo. A vítima chegou a uma hora que ela não suporta mais. Então, ela falou. Graças a Deus essa menina teve a felicidade de comunicar pra que ela não sofra mais”, comentou.

Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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