Papa Francisco chama de “loucura” pensar no uso de armas nucleares na Ucrânia

O Papa Francisco chamou de “loucura” o possível uso de armas nucleares na guerra da Ucrânia, após que o presidente russo Vladimir Putin ameaçou o Ocidente a esse respeito durante seu anúncio da mobilização de 300 mil reservistas.

Francisco também disse que os ucranianos estão sendo submetidos à selvageria, monstruosidades e torturas, descrevendo-os como um povo “nobre” que está sendo martirizado.

Referindo-se à sua recente viagem ao Cazaquistão diante de uma multidão reunida para sua audiência geral na Praça São Pedro, o pontífice elogiou o país da Ásia Central por renunciar às armas nucleares após sua independência da União Soviética em 1991.

“Isto foi corajoso. Em um momento desta guerra trágica, quando alguns pensam em armas nucleares — o que é uma loucura — este país disse ‘não’ às armas nucleares desde o início”, disse o Papa.

Putin ordenou a primeira mobilização da Rússia desde a Segunda Guerra Mundial e apoiou um plano para anexar partes da Ucrânia, alertando o Ocidente que ele estava falando sério quando disse que estaria disposto a usar armas nucleares para defender seu país.

Francisco, que não nomeou a Rússia nem Putin, contou à multidão uma conversa que teve na terça-feira (20) com o Cardeal Konrad Krajewski, seu chefe de obras beneficentes, que está entregando ajuda na Ucrânia.

A mídia do Vaticano disse que Krajewski, que é polonês, teve que correr para se cobrir após ser pego em um leve tiroteio na semana passada enquanto entregava ajuda com um bispo católico, um bispo protestante e um soldado ucraniano. Ele disse que também visitou valas comuns nos arredores de Izium, no nordeste da Ucrânia.

“Ele me falou da dor dessas pessoas, dos atos selvagens, da monstruosidade, dos corpos torturados que encontram”. Unamo-nos a este povo, tão nobre e tão martirizado”, disse o Papa Francisco.

 

Uol

Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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