Pesquisa comprova redução de 96,44% nas mortes por covid-19 devido à vacina

Um artigo em parceria entre docentes do Instituto Federal da Paraíba (IFPB) e a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) comprovou, através de análises estatísticas, que o avanço da vacinação contra covid-19 no Brasil levou a uma redução de 96,44% no número de mortes causadas pela doença. O texto foi aceito para publicação em uma das mais renomadas revistas científicas internacionais: Fractals, da área de Geometria Complexa, Padrões e Escala na Natureza e na Sociedade, cujo editor é da Yale University, dos EUA.

O artigo “Iluminando o impacto populacional das vacinas COVID-19 no Brasil” foi escrito pelo professor do Campus Patos do IFPB, Fernando Henrique Antunes de Araújo, ao lado do docente da UFRPE, Leonardo H. S. Fernandes. A publicação com o título “Lightingthepopulationalimpactof COVID-19 vaccines in Brazil” está disponível para leitura em inglês no site World ScientificConnectinggreat minds.

Os professores utilizaram a série temporal dos números de óbitos diários decorrentes da covid-19 no Brasil, contemplando o período de 17 de março de 2020 até 19 de outubro de 2021, totalizando 582 dias. O primeiro cenário avalia o período de 17 de março de 2020 até 08 de abril de 2021. Este último foi o dia mais extremo, com um total de 4249 óbitos. O segundo período contempla o intervalo de 09 de abril de 2021 até 19 de outubro de 2021. No dia 19 de outubro, o Brasil registrou 130 óbitos. O estudo mostra uma redução de 96,44% nos registros de mortes.

O estudo utilizou os dados do COVID-19 Dashboard disponibilizados pelo Center for Systems Science e Engenharia (CSSE) da Universidade Johns Hopkins. A pesquisa foi disponibilizada gratuitamente para leitura pelo professor Fernando e pode ser acessada neste link do site do IFPB. Confira aqui o site da revista.

“Nossos resultados empíricos indicam que as vacinas efetivamente promoveram a diminuição gradativa da desordem inerente aos registros diários de óbitos de Covid-19, levando a maior previsibilidade e menor número de óbitos. Assim, concluímos que as vacinas do Covid-19, no Brasil, foram uma ação de saúde pública altamente eficaz”, declarou o professor.

“Baseados nos quantificadores da Teoria da Informação, nós construímos dois mapas bidimensionais, o Complexity – EntropyCausality Plane (CECP) e o Shannon – Fisher Causality Plane (SFCP) que nos possibilitou quantificar a desordem e a aleatoriedade inerente à série temporal das mortes diárias de COVID-19, considerando esses dois cenários pandêmicos”, explicou Fernando.

Os docentes esperam que a divulgação dessa pesquisa diminua as dúvidas existentes sobre a eficácia das vacinas. A outra expectativa é que colabore para fortalecer campanhas públicas rumo a uma maior adesão ao plano de imunização. A pesquisa já foi divulgada na TV Globo, confira.

No artigo, os autores destacam que o Brasil é o segundo país em número de mortes e alertam para o risco da descrença nas vacinas. Eles indicam ainda que o declínio nas mortes foi observado a partir de 81 dias da primeira vacina aplicada, devido ao fato da oferta da imunização no Brasil ser muito restrita, em seu início, no público atendido e na oferta e quantidade de imunizantes.

“A pesquisa é a primeira – ou uma das primeiras – a avaliar o impacto populacional das vacinas no Brasil, primeira utilizando Física Estatística – Quantificadores da Teoria da Informação”, explica o professor do IFPB. A publicação tem relação com o doutorado de Fernando na UFRPE, que é na área de Biometria e Estatística Aplicada.

“Utilizei essa técnica em saúde, matemática, Física, Estatística, Economia e finanças. Minha tese tem dois artigos publicados em periódicos internacionais de Matemática e outros 13, no mesmo nível, fora da tese que foram publicados durante o doutoramento; totalizando 15 artigos internacionais”, completou o professor do IFPB.

Ao lado de Leonardo, seu colega no Doutorado já são 12 artigos publicados. “A parceria continua, temos três artigos em revisão em revistas internacionais até o momento”, comentou Fernando.

 

Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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