A Polícia Federal deflagrou a Operação No Fake nesta quarta-feira (22), para combater uma organização criminosa investigada por fabricar, distribuir e vender dinheiro falso em todo o Brasil.
Ao todo, foram cumpridas 24 medidas determinadas pela Justiça Federal. São dez mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão.
As ordens judiciais foram executadas em João Pessoa e Mogeiro, na Paraíba; Paulista, Abreu e Lima, Caruaru e Igarassu, em Pernambuco; além de Lages, em Santa Catarina.
Segundo a investigação, o grupo mantinha um laboratório clandestino responsável por todas as etapas da falsificação, desde a compra dos materiais até a distribuição das notas.
Os investigados utilizavam redes sociais, aplicativos de mensagens e outras plataformas digitais para divulgar e vender o dinheiro falso.
Depois das negociações, as notas eram enviadas aos compradores por serviços postais. Conforme a Polícia Federal, os registros encontrados mostram valores elevados.
Outros crimes investigados
Além da falsificação de dinheiro, a investigação apura possíveis crimes de organização criminosa, receptação, adulteração de veículos, tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro.
A Polícia Federal também identificou possíveis ligações com a venda de veículos roubados e clonados, comercialização de entorpecentes e circulação de armamentos.
A operação busca interromper a fabricação e a distribuição das notas, desmontar a estrutura utilizada pelo grupo e identificar todos os envolvidos.
As investigações continuam para localizar outros suspeitos e esclarecer a participação de cada integrante nos crimes apurados.
Resumo da Notícia
- PF deflagrou a Operação No Fake;
- Dez mandados de prisão foram cumpridos;
- Agentes realizaram 14 buscas;
- Grupo teria atuação em todo o Brasil;
- Laboratório clandestino produzia notas falsificadas.

