A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (31), a Operação Guardião Digital II, com o objetivo de reprimir crimes de armazenamento de imagens e vídeos relacionados ao abuso sexual de crianças e adolescentes. A ação ocorreu em João Pessoa, com cumprimento de mandado judicial.
Durante a operação, foi executado um mandado de busca e apreensão, expedido pela Justiça Federal da Paraíba, além da quebra de sigilo telemático do investigado, autorizada judicialmente.
A iniciativa integra um conjunto de medidas estratégicas da Polícia Federal para combater crimes que violam a dignidade sexual de crianças e adolescentes, seguindo os princípios legais de proteção integral previstos no ordenamento jurídico brasileiro.
Embora a legislação ainda utilize o termo previsto no artigo 241-E do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a Polícia Federal destaca que a comunidade internacional adota expressões como “abuso sexual” ou “violência sexual contra crianças e adolescentes”, por refletirem melhor a gravidade desses crimes.
Além da repressão, a PF também reforçou a importância da prevenção por parte de pais e responsáveis. A orientação é que haja monitoramento das atividades online, diálogo sobre os riscos da internet e atenção a sinais como mudanças de comportamento, isolamento ou sigilo excessivo no uso de dispositivos eletrônicos.
A corporação destaca que informação e acompanhamento são fundamentais para proteger crianças e adolescentes, tanto no ambiente virtual quanto no convívio social.
O nome da operação, Guardião Digital II, faz referência à atuação contínua das forças de segurança na identificação e responsabilização de autores de crimes dessa natureza.


